Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 10/08/2020

A Magna Carta brasileira, garante o direito á segurança, á educação e á assistência aos desamparados. No entanto esses termos colocadas na carta são contrariados quando colocadas no mesmo parâmetro do ENEM digital.                                                                                                                   Primeiramente deve ser ressaltado que o Estado falhou ao julgar que o módulo digital do Exame Nacional do Ensino Médio não faria a desigualdade social transparecer, sendo que de acordo com o IBGE cerca de 46 milhões de brasileiros não tinham acesso a internet até 2018, sendo parte desse número, pessoas que não possuem uma renda que possibilitaria a compra dos aparelhos, e a outra parte pessoas que moram em áreas onde o acesso a internet é praticamente impossível.                             Deve ser destacado que alunos que nunca tiveram algum tipo de conexão com a internet ou qualquer outro meio tecnológico, terão mais dificuldades sobre como utilizar esses aparelhos e vão perder tempo durante o teste, o que vai acabar prejudicando o seu desempenho.                                             Ademais com a epidemia atual, a interrupção das aulas em instituições de ensino presenciais e o período de conversão para o ensino a distância dificultaram o acesso a educação de qualidade, esse contratempo somado a desigualdade salarial entre as famílias brasileiras e a falta de preparação da maioria dos professores para essa nova maneira de dar aulas, resultou em uma divergência entre a o conteúdo estudado pelos alunos e os tópicos exigidos no ENEM, além de que a maioria dos alunos de rede pública não estão recebendo o conteúdo das aulas remotas ou não possuem uma estrutura em casa que os permite estudar.                                                                                                                             Junto aos argumentos colocados acima, temos a falta de segurança digital que possivelmente afetará o exame, têm que ser considerado também que o sistema onde a prova irá ficar pode se sobrecarregar e gerar uma falha no servidor o que resultaria em vários alunos prejudicados. Fora que a prova pode ficar sujeita a invasões de hackers e terroristas cibernéticos, atos que rompem a lei 12.737/12, também chamada de Lei Carolina Dieckman.                                                                                  Defronte dessa situação, o ministério da educação deve entrar em um consenso de que a aplicação do ENEM digital prejudicará grande parte dos alunos e este projeto só deve ser aplicado quando os problemas citados acima forem saciados. Através de reuniões parlamentares onde serão analisados todos os fatores que podem prejudicar esse estilo de prova, o ministério da educação deve organizar um projeto junto ao ministério da propaganda onde seriam feitas divulgações sobre esses problemas, para que a população pudesse ficar informada e sugerisse modos de combater esses contratempos.