Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 06/08/2020
Desigualdade social e Baixa proteção de dados. Ambos são malefícios concedidos pela digitalização do ENEM, que por sua vez poderia atrasar o processo seletivo de ingressos á faculdades, impedindo que futuros profissionais importantes para o desenvolvimento do Brasil possam se qualificar rapidamente.
Em primeira instância, visando a real situação de desigualdade social presente no país, deve-se levar em consideração uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou que 45,9 milhões de brasileiros ainda não tem acesso à internet, ou seja, muitos jovens não terão como se preparar para o uso de um computador para a realização da prova, colocando-os em uma situação de desvantagem perante outros jovens que tem acesso a este tipo de tecnologia.
Ademais, com a alta insegurança de proteção de dados presente no Brasil, que de acordo com o Instituto Ponemon, é o país mais propenso a sofrer violações de segurança digitais, o risco de uma empresa brasileira sofrer um ataque é de 43%, ou seja, a digitalização adiaria ainda mais o processo seletivo para faculdades, de modo que o desenvolvimento da nação seja retardado.
Tendo em vista os argumentos citados anteriormente, são necessárias medidas para resolver este desdém. Assim, o Ministério da Educação deve manter as provas físicas, até que este realize investimentos visando a acessibilidade de toda a população em equipamentos modernos. Além disso, deve também investir em profissionais capacitados para a proteção de dados do ENEM digital.