Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 11/08/2020
Recentemente o governo mostrou a disponibilidade do Enem digital, em tempos de isolamento social por conta do corona vírus, a fim de que os estudantes não percam a oportunidade de ingressar nas suas universidades.
Sendo assim novas vantagens aparecerão, umas delas foi a transição e redução de custos para a realização das provas, no qual nos dias de hoje chega a bilhões de reais.
Todavia, é evidente que esta proposta reforça a desigualdade social, uma vez que grande parte da população não apresenta acesso à Internet, além da maior dificuldade em realizar uma boa performance em uma prova online.
De acordo com o Censo Escolar 2018, 82% das escolas públicas de ensino médio regular têm laboratório de informática e 94%, acesso à internet. Cabral ressalta, no entanto, que, como ocorre na escola que dirige, nem sempre o equipamento é suficiente para atender à demanda. Além disso, ele destaca que os professores teriam que ser formados para inserir a tecnologia nas aulas.
“Não é má ideia, não seria ruim [o Enem digital], mas acho que teria que ter uma preparação maior do sistema para isso”, diz Cabral. Ele teme que o exame passe a excluir estudantes que não tenham acesso a computadores, que terão mais dificuldade em fazer as provas. “Pode dificultar o acesso dos alunos ao exame e, com isso, cair o número de inscritos”.
A ideia, que não é nova e busca seguir uma tendência mundial de modernização, gerou uma série de questionamentos. Segundo especialistas entrevistados pela Agência Brasil, o MEC terá que enfrentar certos desafios para implementar a digitalização do Enem. Um dos desafios é a escassa disponibilidade de infraestrutura das escolas. Sendo assim com o dinheiro dos impostos acho que poderiam levar torres de internet para que o acesso seja mais acessível.