Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 17/08/2020

Anteriormente à 2020 as aplicações do ENEM eram feitas presencialmente e de forma impressa. Porém devido à pandemia do coronavírus, como solução, o INEP anunciou para 2020 a aplicação de provas digitais. Toda via, para que isso ocorra, existem contratempos a serem enfrentadas. Isso acontece por conta da desigualdade social que resulta em problemas de acessibilidade à prova.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a desigualdade social existe e a maioria das pessoas de classes baixas não têm acesso à internet, comprometendo o acesso e a realização das provas. De acordo com os estudos do Pnud, a desigualdade social no Brasil está piorando a cada ano e o país é o 7º mais desigual do mundo. Paralelo à isso, isso comprova que muitas pessoas não terão como realizar a prova tendo em vista que regiões menos favorecidas não possuem internet.

Desse modo, a população mais pobre e que não têm acesso a essa nova aplicação, sofrerão consequências, que irão prejudicá-las. Uma vez que, sem a realização do ENEM, o estudante perderá um ano e se atrasará na sua carreira profissional. Uma citação de Aristóteles que comprova isso é “todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. ”. Comparado à isso, todo cidadão têm direito à educação, independente da sua classe social.

Logo, para essas consequências existem soluções. O ministério da educação em parceria com o governo deve utilizar o dinheiro de impostos para instalar torres de internet em locais inacessíveis. A fim de aumentar a cada ano o número de participantes que farão as provas digitais. Assim, no futuro, terá uma redução da desigualdade social e mais pessoas terão acesso à essa nova modalidade.