Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 13/08/2020
A globalização desde seu inicio a partir de meados do século XV, proporcionou uma expansão dos meios tecnológicos e, com isso, muitos países tiveram mudanças advindas desse processo. No Brasil, o uso de tecnologias, como internet, celulares e computadores, é recorrente na sociedade, sobretudo pelos jovens, e, dessa forma, até a educação brasileira torna-se um espaço propício para a utilização desses meios. Com isso, surgem consequências positivas para o âmbito educacional, como a maior integração de jovens e melhoria do ensino. Primeiramente, é indubitável que o jovem contemporâneo é muito dependente de tecnologias e alterar esse hábito não é algo simples, por isso é mais viável trazer a tecnologia para o âmbito educacional, a fim de que atraia esse público e integre-os de forma mais ampla. Segundo o filosofo Emmanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. De fato, o aluno é mais atraído pelas aulas mais dinâmicas, quando se utilizam de outras ferramentas. É necessário frisar que cerca de 70% dos jovens brasileiros utilizam a internet como auxiliar nos estudos, segundo a Faculdade Latino- Americana de Ciências Sociais. Além disso, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação, em 2018, mostrou que 76% dos alunos consideram as aulas mais interessantes quando os professores utilizam a internet. Desse modo, é notório que trabalhar com a internet em sala de aula contribui para instigar o engajamento do aluno, pois o jovem já está familiarizado com esse meio. Ademais, com a evolução da tecnologia na educação, desvantagens à estudantes ocorrerão, como no ano de 2020, que devido a pandemia do novo coronavírus o Enem passará por algumas modificações. No qual o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) divulgou sobre a implantação do Enem Digital e suas mudanças. Tal mudança, pode dificultar a organização dos estudantes com o novo modelo e muitos podem optarem por fazer a prova impressa por já terem costume com o modelo. Os estudantes que são acostumado a ler a prova e separa-lá por suas palavras-chaves/áreas, podem ter dificuldades na sua organização. Como os estudantes tem a crença de fazer a prova impressa, acabam ficando sem jeito em sua resolução. Fica evidente, portanto, a necessidade de garantir uma melhoria na educação brasileira por meio das tecnologias para formarem indivíduos completos, pois segundo Emmanuel Kant, o indivíduo é aquilo que a educação faz dele. Para isso, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação (MEC), destinar mais verbas para serem investidas na garantia de internet para os alunos e docentes, lousas digitais e criação e manutenção de laboratórios de informática, a fim de que promova um melhor aprendizado e condição para os estudantes, principalmente, que irão fazer o ENEM. Somente assim, os jovens terão mais interesse em estudar e disponibilidade de um ensino de qualidade.