Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 01/09/2020
Segundo o empresário e inventor Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Com a pandemia do novo Coronavírus, essa afirmação têm se mostrado cada vez mais real, com o fundamental uso dos meios tecnológicos em nossas atividades cotidianas. Devido a isso, muitas estruturas sociais passaram por grandes transformações, entre elas a Educação, exemplo disso é a modificação na tradicional prova do ENEM(Exame Nacional do Ensino Médio), que atualmente é o principal método de ingressão nas instituições públicas de nível superior. De acordo com INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) será implantado um Enem Digital, a fim de adequar as mudanças da sociedade. Logo, é necessário discutir a cerca dos efeitos positivos e negativos dessa nova forma de avaliação, com objetivo de buscar os melhores meios para sua realização.
Em primeira análise, é importante ressaltar que todos os anos, para a impressão das mais de 5 milhões de provas, é usado uma quantidade absurda de papel, consequentemente, é gerada uma elevada produção de lixo após a realização das provas. Além disso, a impressão das provas têm um elevado custo para o Governo Federal, segundo o portal de notícias G1, a gráfica contratada pelo INEP para o ENEM de 2021 receberá 63 milhões de reais para imprimir a prova, com o gasto final da realização da avaliação superado os 500 milhões de reais. Com essa transição para o ENEM digital, espera-se uma redução dos custos nos próximos anos de realização da prova.Em anos anteriores, como em 2009, houveram roubos e vazamento das provas antecipadamente. Desse modo, a versão digital é mais segura do que a versão em papel, que é têm maior probabilidade de ser furtada.
Por outro lado, é perceptível a falta de infraestrutura e equipamentos para sua realização. De acordo com o Censo Escolar 2018, 82% das escolas públicas de ensino médio regular têm laboratório de informática e 94%, acesso à internet. Entretanto, esses equipamentos não suprem à demanda. Devido a falta de experiência e conhecimento técnico por parte dos professores e monitores das provas eles teriam que ser treinados para solucionar possíveis problemas técnicos durante à realização. Além disso, segundo a Unicef, 4,8 milhões de crianças e adolescentes não tem acesso à internet em casa. Desse modo, esse modelo de impressão seria totalmente novo para eles, que não tem o hábito nem acesso à essas tecnologias, expondo a desigualdade social em nosso país.
Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Governo Federal através do Ministério da Educação deve implantar uma educação juntamente com educação nas escolas públicas, para familiarizar as crianças e jovens com esses novos métodos de ensino e avaliação.