Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 01/09/2020
Em tempos de avanço tecnológico, o Enem Digital surgiu como uma inovação que serviria para tornar a aplicação do processo seletivo mais eficiente. Contudo, apesar da alta perspectiva incorporada pelos órgãos públicos, a digitalização do Enem é um objetivo considerado utópico por parte da população, devido a grande disparidade social.
Em primeiro plano, tem-se a análise do órgão responsável pela aplicação -Ministério da Educação-, que garante uma maior rapidez e facilidade no processamento das provas. Nessa perspectiva, há a intenção de atenuar as chances de ocorrer novas falhas na computação das notas, tal como aconteceu no Enem 2019, em que vários estudantes foram prejudicados. Além de diminuir o tempo de espera, visto que o Enem analógico demora cerca de 2 meses para ser computadorizado, e com o Enem digitalizado as questões objetivas teriam processamento imediato.
Porém, apesar dos benefícios pontuais vale ressaltar o contexto da desigualdade social, que afeta a realidade de vários alunos. Segundo Ana Paula Dibbern, coordenadora do cursinho maximize, “para fazer o Enem Digital é preciso familiaridade”. Nesse panorama, é possível perceber a influência da diferença de recursos entre os alunos menos favorecidos, que não encontram suporte tecnológico em casa para se preparar para a avaliação,e os mais favorecidos, que terão mais auxílios tanto em casa quanto na escola, tendo em vista que esses estudam em escolas privadas. Dessa forma, aumenta-se ainda mais a disparidade entre classes.
Dado o exposto, espera-se que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, solucione os impasses que impendem a plena aplicação da avaliação Enem, por meio do investimento em infraestrutura dos colégios públicos para a distribuição de computadores e tablets, uma vez que tal ação reduziria a desigualdade de oportunidades entre as classes. Desse modo, a fim de evoluir a forma de aplicação do enem de maneira justa, analisando por todas as perspectivas