Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 07/09/2020
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o Enem digital, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria, visto que existem vantagens, e não desejavelmente na prática, pois existem desafios que fazem a problemática persistir intrinsecamente ligado á realidade do pais. Uma vantagem que o Enem digital possui é a suavização dos impactos ambientais, porém um desafio é a estrutura precária, nesse sentido, convém analisarmos está situação e, principalmente, suas consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indubitável, que com o Enem digital, os impactos ambientais serão suavizados. Todo ano, é utilizado uma quantidade muito elevada de papel para a produção dos cadernos de prova, os quais, na maioria das vezes, são descartados após o término do exame. Na edição do Enem de 2019, visando a economia do papel, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) criou uma nova diagramação diminuindo o número de páginas e consequentemente os custos, que foi em torno de 500 milhões de reais. Dessa forma, não há dúvida que além da minimização de custos, o Enem digital trará a redução dos danos sofridos pelo ecossistema.
Por outro lado, a estrutura precária das escolas públicas é um grande problema a ser enfrentado. O INEP afirmou que não cogita comprar novos equipamentos, e sim usar os que as instituições já possuem, segundo uma matéria do site PUREBREAK. Além disso, a educação deveria seguir princípios constitucionais e legais, pautado em políticas públicas que concedessem o máximo de igualdades de oportunidades, mas o acesso a tecnologia ainda é um obstáculo encarado em muitas partes do pais, como mostra a matéria do site Guia do Estudante, que em 46% das escolas públicas rurais brasileiras não tem nem computadores, assim é difícil garantir que todos os estabelecimentos de ensino estejam em posse de meios tecnológicos.
Portanto, fica evidente que ainda há entraves para garantir a realização do Exame Nacional do Ensino Médio digital de forma justa e igualitária. Para tanto, é dever do Ministério da Educação investir no avanço tecnológico, por meio de distribuição de capitais para que a estrutura tecnológica das escolas melhorem para a realização do exame. Também, é indispensável a mobilização da sociedade, através de discussões com os responsáveis pela educação, para garantir que as iniciativas de intervenção estejam sendo tomadas. Desse modo, diminuiria as adversidades, havendo uma sociedade mais justa.