Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 05/11/2020
Com a criação da lei orgânica para o ensino superior e fundamental, em 1911, regulamentou-se estrutural e funcionalmente todos os vestibulares brasileiros. Dentre as modalidades desses concursos destaca-se o exame nacional do ensino médio (ENEM), o qual desde 2009 é imbuído como avaliador para o ingresso nas maiores universidades do país. Desde 2019 o INEP, comitê realizador da prova em questão, salienta a instauração da versão digital em aplicação nacional desses testes a qual corrobora uma intrínseca dualidade entre perspectivas e desafios possíveis, haja vista o hodierno cenário de ampla desigualdade social que realça a cultura meritocrática no Brasil. Inicialmente, convém evidenciar as expectativas presentes na supracitada implementação, visto que o âmbito digital abre preponderantemente a ótica da prova de modo a torná-la mais segura, diminuir os impactos ambientais e possibilitar o uso de recursos - infográficos, vídeos, tabelas dinâmicas - inviáveis ao papel impresso. Segundo o empresário Bill Gates, a internet está se transformando no espaço central do mundo futuro, desta forma tudo gradativamente se direciona a ela e por ela é regido, já que nela tudo é mais ativo e demonstra seguridade. Não diferentemente desta convergência está o âmbito das avaliações institucionais que, buscando tais beneficiamentos migram para esse universo paralelo, haja vista que possibilita relevante melhoria no espírito avaliador do exame. A instauração do Enem digital traz facilidades tanto para os discentes como para a banca avaliadora, um vez que além de novas ferramentas avaliadoras e segurança existente no processo de realização das provas com seus respectivos resultados, sobressaem-se também as impactantes reduções nos prejuízos ambientais gerados pela realização anual do concurso. Outrossim, é imperioso fulgurar os empecilhos à instituição da versão digital do exame nacional, uma vez que hodiernamente imersos em um alarmante cenário de desigualdade social brasileiro tal aplicação torna-se instrumento para fortalecimento da cultura meritocrática que vigora na grande massa. Segundo o sociólogo brasileiro, Florestan Fernandes, para obter-se um mínimo de equidade é necessário tratar desigualmente os desiguais, desta forma urge considerar os conflitos reflexos da polarização econômica no país. É notório que as discrepâncias sociais criam uma estrutura na qual a equiparação não é coerente com tal estrutura social desigual, desta forma indivíduos que não possuem estreita relação com equipamento eletrônicos são avaliados da forma igualitária aos que possuem extremo contato. Consoante o filósofo Montesquieu, o que não é bom para a abelha também não é bom para a colmeia, nessa perspectiva havendo algum tipo de prejuízo para um aluno não seria viável a referida mudança. Portanto, fica evidente que a característica excludente da prova virtual, tendo em vista os danos causados aos alunos de classes baixas que não dispõe de computador/internet como ambiente de estudo. Em suma, é mister que seja tomadas providências por parte dos órgãos competentes para atenuação das desigualdades existente no cenário educacional. Cabe, dessa forma, ao Ministério da Educação incutir na base nacional curricular disciplinas que insiram os alunos no ambiente virtual, por meio do uso de computadores em laboratórios de informática em todas as escolas brasileiras - com professores capacitados e instruídos no uso das novas tecnologias -. De modo a reduzir as discrepâncias avaliativas e fortalecer a isonomia almejada na lei orgânica de 1911.Com a criação da lei orgânica para o ensino superior e fundamental, em 1911, regulamentou-se estrutural e funcionalmente todos os vestibulares brasileiros. Dentre as modalidades desses concursos destaca-se o exame nacional do ensino médio (ENEM), o qual desde 2009 é imbuído como avaliador para o ingresso nas maiores universidades do país. Desde 2019 o INEP, comitê realizador da prova em questão, salienta a instauração da versão digital em aplicação nacional desses testes a qual corrobora uma intrínseca dualidade entre perspectivas e desafios possíveis, haja vista o hodierno cenário de ampla desigualdade social que realça a cultura meritocrática no Brasil. Inicialmente, convém evidenciar as expectativas presentes na supracitada implementação, visto que o âmbito digital abre preponderantemente a ótica da prova de modo a torná-la mais segura, diminuir os impactos ambientais e possibilitar o uso de recursos - infográficos, vídeos, tabelas dinâmicas - inviáveis ao papel impresso. Segundo o empresário Bill Gates, a internet está se transformando no espaço central do mundo futuro, desta forma tudo gradativamente se direciona a ela e por ela é regido, já que nela tudo é mais ativo e demonstra seguridade. Não diferentemente desta convergência está o âmbito das avaliações institucionais que, buscando tais beneficiamentos migram para esse universo paralelo, haja vista que possibilita relevante melhoria no espírito avaliador do exame. A instauração do Enem digital traz facilidades tanto para os discentes como para a banca avaliadora, um vez que além de novas ferramentas avaliadoras e segurança existente no processo de realização das provas com seus respectivos resultados, sobressaem-se também as impactantes reduções nos prejuízos ambientais gerados pela realização anual do concurso. Outrossim, é imperioso fulgurar os empecilhos à instituição da versão digital do exame nacional, uma vez que hodiernamente imersos em um alarmante cenário de desigualdade social brasileiro tal aplicação torna-se instrumento para fortalecimento da cultura meritocrática que vigora na grande massa. Segundo o sociólogo brasileiro, Florestan Fernandes, para obter-se um mínimo de equidade é necessário tratar desigualmente os desiguais, desta forma urge considerar os conflitos reflexos da polarização econômica no país. É notório que as discrepâncias sociais criam uma estrutura na qual a equiparação não é coerente com tal estrutura social desigual, desta forma indivíduos que não possuem estreita relação com equipamento eletrônicos são avaliados da forma igualitária aos que possuem extremo contato. Consoante o filósofo Montesquieu, o que não é bom para a abelha também não é bom para a colmeia, nessa perspectiva havendo algum tipo de prejuízo para um aluno não seria viável a referida mudança. Portanto, fica evidente que a característica excludente da prova virtual, tendo em vista os danos causados aos alunos de classes baixas que não dispõe de computador/internet como ambiente de estudo. Em suma, é mister que seja tomadas providências por parte dos órgãos competentes para atenuação das desigualdades existente no cenário educacional. Cabe, dessa forma, ao Ministério da Educação incutir na base nacional curricular disciplinas que insiram os alunos no ambiente virtual, por meio do uso de computadores em laboratórios de informática em todas as escolas brasileiras - com professores capacitados e instruídos no uso das novas tecnologias -. De modo a reduzir as discrepâncias avaliativas e fortalecer a isonomia almejada na lei orgânica de 1911.