Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 08/01/2021
“Conhecimento é poder”. A frase proferida pelo político inglês Thomas Hobbes infere como a aprendizagem é um importante alicerce para a soberania de uma nação. Neste âmbito, no que se refere ao Enem Digital, é possível afirmar que ele precisa ser estruturado de forma igualitária para não favorecer um único grupo de candidatos.Assim, convém discutir os principais desafios dessa modalidade de exame, que será aplicada no Brasil em 2021.
Inicialmente, cabe ressaltar que um ponto desafiador para a aplicação desse exame é que seja garantida uma preparação justa para todos os alunos que irão realizar a prova digital. Segundo o portal de notícias BBC Brasil, apenas os candidatos de cidades grandes têm acesso fácil a computadores, celulares e internet rápida. Por isso, não há dúvidas de que essa disparidade, causada pela desigualdades social, contribui para aumentar o abismo entre os pobres e o poderoso aprendizado proporcionado pela universidade, como notadamente aponta Hobbes.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a equiparação entre a qualidade do ensino público com o privado. Nesse contexto, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, devido à falta de financiamento governamental, os computadores nas escolas públicas estão, em sua maioria, quebrados ou sem manutenção. Ademais, muitos professores da rede pública não estão preparados para o ensino moderado por novas tecnologias. Desse modo, é evidente que as autoridades governamentais precisam, urgentemente, coordenar ações para reverter esse vergonhoso cenário.
Portanto, para tornar o Enem Digital uma ferramenta efetiva a toda população brasileira, é necessário maior atuação do Estado. Desse modo, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, deve ofertar computadores para todas as escolas públicas brasileiras, com acesso à internet e manutenção técnica mensal, por meio de um fundo específico que objetive a modernização do ensino público. Espera-se, com isso, garantir a igualdade de acesso ao ensino superior brasileiro e promover a dignidade humana.