Perspectivas e desafios do ENEM Digital
Enviada em 14/01/2021
Os intensos avanços tecnologicos que vem ocorrendo nas últimas décadas têm exigido que a sociedade venha se modernizando constantemente, junto à eles. Entretanto, embora a Constituição federal de 1988- documento base da sociedade brasileira- determine o acesso à informação como um direito de todos, sabemos que não muitos ainda não desfrutam plenamente desse direito. Logo sabemos que mesmos com suas vantagens para o meio ambiente e cofres públicos, a implantação do ENEM digital ainda não está de acordo com a realidade brasileira, não só pelas desgualdades que ela evocará, mas tambem pelas possibilidades de problemas técnicos em meio a prova.
Antes de tudo, salienta-se que a desigualdade no Brasil ainda é grande e pode interferir de maneira direta nesse novo modelo de aplicação. Em razão da diferença de classes sociais ainda existente no país, mesmo que de forma mascarada, o acesso à informação e principalmente aos avanços tecnológicos ainda é muito desproporcional. Emilé Durkhein afirma que um indivíduo só poderá agir à medida que entende o contexto que está inserido e conhece suas condições. Da mesma maneira, não é honesto colocar um indivíduo que não teve acesso à tecnocolgia tão avançadas para fazer uma prova completamente digital.
Ademais, plataformas tecnológicas são muito inseguras e propensas à falhas técnicas e invasões. Por conta da fragilidade dos sistemas, onde não se pode garatir uma segurança completa, a probabilidade de haver uma pâni em meio à aplicação ou uma invasão de hackers que provoquem o vazamento de dados até mesmo antes da provas, é grande, fazendo com que haja a necessidade de existir sempre um plano capaz de amenizar os problemas em caso de falha.
Assim sendo, para que a aplicação do ENEM seja uma realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. O Governo Federal, junto ao INEP, deverá implantar projetos sociais que possibilitem aos vestibulandos de classes socias menos favorecidas, um contato mais frequente com computadores e tecnologias em geral. Tornando assim, a preparação dos concorrentes não igualitária, pois é praticamente inviável, mas o menos desigual possivel. Afinal, a educação deve ser acompanhada pela isonomia.