Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 17/09/2021

O mangá japonês “New Normal” retrata uma realidade que os estudantes passam por uma pandemia que afeta o mundo todo. Logo no primeiro capítulo, é mostrado que os alunos estão realizando uma prova presencial, com tempo determinado de entrega. Por mais que fictício, esse mundo se aproxima do atual, visto que existem diversas exames com a finalidade de introduzir o indivíduo a uma faculdade (como o UERJ e o Enem), na qual as provas são realizadas presencialmente. Entretanto, esse último citado altera os hábitos a partir da introdução de avaliações online, fato que é importante, pois minimiza os gastos com a aplicação do teste dele, mas começa um processo de desigualdade.

Em primeiro lugar, com a viabilização do exame virtual, o preço gasto com a execução do Enem reduzirá em um número elevado. Conforme o Ministério da Educação, o processo que ocorreu em dois mil e dezenove gastou mais que quatrocentos e noventa milhões de reais, só na realização dele. Consequentemente, se ocorrer a continuação da situação que aconteceu, o Enem entraria em problemas, pois a cada ano criariam mais e mais faturas, que, se introduzida a ideia do teste pela internet, seriam facilmente anuláveis.

Contudo, desde o momento que algo vai do meio pessoal para o online, inevitavelmente, vem atribuída a desigualdade. De acordo com o site “noticiasconcursos.com.br”, por mais que as provas sejam realizadas em computadores fornecidos pelo INEP(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), muitos dos cursantes não seriam capazes de realizarem treinos no ambiente de casa. Sendo assim, é notável que há problema, pois essa alteração foi criada para atribuir a melhora para ambas as partes, mas a partir do momento que a situação prejudica um lado (dos estudantes que não conseguirão se preparar adequadamente para o meio virtual), ela não é víavel.

O livro asiático nomeado “Novo Normal”, na tradução literal, mostra um mundo que os alunos realizam testes presenciais. Já na realidade brasileira, há uma prova online que, por mais que reduza a despesa, resulta numa dessemelhança. Portanto, é perceptível que mudanças devem ser tomadas. Diante disso, o INEP deve realizar uma pesquisa que recolha os dados dos cursantes, como renda familiar, total de eletrônicos na casa, para descobrir quais deles seriam prejudicados por essa modificação. Além disso, para resolver de forma eficiente o problema anterior, o INEP juntamente do Ministério da Economia, devem resgatar todo dinheiro que sobrar dessa troca de atitude para investir na dificuldade citada anteriormente: o desequilíbrio dos cursistas para com a internet. Com o início do investimento nos alunos mais prejudicados e a redução das despesas, tanto os cursistas quanto o INEP como um geral, andarão de mãos dadas para um caminho melhor.