Perspectivas e desafios do ENEM Digital

Enviada em 21/10/2021

A afirmação " o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles", atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada as perspectivas e desafios do enem digital. Já que inúmeros problemas podem ocorrer como, falta de acesso às tecnologias a todos e infraestrutura precária para realização da prova, prejudicando majoritariamente os mais pobres. Com isto, a socidade começa habituar-se a esta problemática.

Em primeiro lugar, a falta de acesso às tecnologias é algo grave, visto que, os mais ricos terão uma enorme vantagem sobre os menos favorecidos. Nessa perspectiva a fim de evidenciar a problemática, no terceiro artigo da constituiçao brasileira menciona a redução das desigualdades sociais. Porém, na prática esse artigo, não se aplica. Portanto, sem a igualdade, os mais pobres não terão como treinar, estudar e preparar-se para realização da prova, o que gerará a não aprovação, perpetuando a desigualdade, visto que o pobre não alcançará o sucesso por meio do estudo.

Além disso, ocorre problemas com a infraestrutura como por exemplo, falta de luz, internet e equipamentos de qualidade. O Ministério da Educação gastou meio bilhão de reais para realização do enem, sobre esse enorme valor, pairara os péssimos políticos que este país possui. Porque, se são capazes de roubar merenda escolar,  o rombo será enorme  quando colocarem as mãos em licitações do enem digital. Outrossim, existe problemas psicológicos nos alunos, como a famigerada ansiedade, que poderá vir a ser enorme quando ocorrer algum problema e o aluno precisar voltar em outra data para realizar.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a perspectiva e desafios do enem digital, urge que o Estado crie programas de logística e crie licitações mais rigorosas. Por meio de investimentos públicos e auxílio do Ministério da Segurança, somente assim, tecnologias para realização da prova e para o estudo consiguirá chegar às cidades mais distantes e com licitações rigorasa, inibir ao menos a tentativa de roubo da verba pública. O Estado utilizando verbas destinadas à educação, deve contratar aviões e caminhões para fazer o envio da tecnologia e deve contratar pessoas especializadas para ensinar como utilizar da maneira correta estes novos equipamentos. Assim, a população não irá mais precisar habituar-se a estas problemáticas e o artigo terceiro, enfim, será retirado do papel e colocado em prática.