Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 12/08/2022
Os direitos trabalhistas, que fazem parte da Primeira Geração de direitos, com foco na liberdade, fizeram-se necessários e passaram a entrar em pauta após a Revolução Industrial, já que a exploração do trabalhador era uma realidade. Longas jornadas de trabalho e salários injustos, não condizentes com o exaustivo trabalho, são alguns exemplos do que ocorria. Em paralelo a realidade do mercado de trabalho atual, tais características negativas assemelham-se bastante com muitos casos de uma forma de trabalho que se tornou frequente durante e após a pandemia de Coronavírus no Brasil: o trabalho remoto.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o trabalho remoto não é uma opção de trabalho prejudicial, se bem gerenciada. Entretanto, não sendo o caso de muitos, a saúde mental da maioria das pessoas que aderiram ao trabalho remoto foi impactada de maneira extremamente negativa, visto que em alguns casos chegaram até a causar transtornos como ansiedade, depressão e alteração negativa no rendimento dos profissionais. Segundo a pesquisa realizada pela Oracle e Workplace Intelligence, com 12 mil funcionários de 11 países, mais de 89% dos brasileiros afirmaram que problemas de saúde mental no trabalho atingiram a vida doméstica e 21% relataram casos de até mesmo síndrome de Burnout, ocorrida em casos de extremo esgotamento mental e físico da pessoa.
Ademais, a desigualdade de acesso a tecnologia por parte dos trabalhadores é uma realidade, fazendo com que esse tipo de trabalho seja viável apenas para uma parte destes. A pesquisa da Salesforce (feita com 20 mil pessoas de diversos países e 2 mil brasileiros) apontou que 57% dos trabalhadores presenciais poderiam trabalhar remotamente caso suas empresas disponibilizassem uma melhor tecnologia.
Dessa maneira, percebe-se que é necessário fazer uma mudança nesse cenário caótico de trabalho em questão . Cabe então as empresas adeptas ao “homeoffice” implementarem um sistema que bloqueie o acesso as tecnologias utilizadas para o trabalho fora da carga horária contratada, para que então os trabalhadores não realizem atividades fora do seu horário de trabalho, não comprometendo a saúde mental e física destes.