Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 10/09/2022

Segundo a historiografia- ciência que estuda os métodos de estudo de História- revolução é caracterizada pela mudança no modo de viver da sociedade. Nesse sentido, o contexto de pandemia no qual o mundo esteve imerso nos últimos anos exigiu que as pessoas se adequassem ao home office, nova configuração de trabalho. No Brasil, desse modo, essa nova realidade acarretou em aumento do número de pessoas ansiosas, por exemplo. Dito, isso, a dinamicidade excessiva e a negligência da saúde mental são agravantes desse problema.

Primariamente, a sociedade se encontra cada vez mais dependente do “algoritmo” que rege os moldes trabalhistas hoje. Diante disso, a introdução desse aspecto na sociedade se deve ao advento da revolução industrial, que foi um símbolo de prosperidade para países como a Inglaterra no século XVIII. Dessa maneira, a inserção dessa ideia de avanços tecnológicos reflete, nos dias de hoje, a um sistema que exerce pressão em seus elementos constituintes, impedindo assim, o progresso de atividades produtivas ao invés de impúlsioná-las. A mudança desse paradigma toma, então, caráter urgente.

Além disso, a produtividade causa, nos moldes contemporâneos, o deterioramento da saúde mental das pessoas, além do fator conflitante de o espaço profissional ir de encontro ao pessoal, no caso do home office. Sob esse aspecto, no livro “O jeito Harvard de ser feliz”, o autor mostra que mesmo em ambientes de conforto, alunos que se preocupam demasiadamente com a produtividade tendem a ter desempenhos piores em relação aos alunos menos preocupados. O ambiente de moradia, desse modo, se apresenta como um possível dispersor de engrenagens produtivas, tendo em vista ainda, uma sociedade que não estimula práticas saudáveis de desempenho.

Por fim, depois de ter conhecimento acerca do assunto, o governo deve, por meio de rodas de conversa em escolas públicas, promover o incentivo a bons hábitos relacionados à esforço intelectual, com a finalidade de estimular os jovens desde cedo a essas práticas, contribuindo, assim, com a mudança gradativa da sociedade no que tange aos insustentáveis moldes de rapidez e agilidade mercadológicos.