Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2022

É indubitável que, a Revolução Técnico-Científico-Informacional trouxe muitos avanços para a sociedade contemporânea, dentre eles, a possibilidade do trabalho remoto, se destaca no momento de isolamento social que o mundo se viu forçado a aderir. Embora o modelo de trabalho traga vantagens para parcela da sociedade, o mesmo carece de problemáticas que não podem ser ignoradas. Tal panorama se reflete não somente no estresse gerado nos trabalhadores devido ao trabalho excessivo como também na falta de condições de parcela dos trabalhadores para atenderem os requisitos para aderirem ao modelo de trabalho remoto.

Em primeiro lugar, é importante analisar o conceito da autoexploração voluntária, onde os trabalhadores se vêem trabalhando excessivamente devido a falta de distinção entre vida profissional e pessoal, gerando sofrimento psíquico e físico dos mesmos. Segundo Byung-Chul-Han, renomado filósofo sul-coreano, nessa sociedade de compulsão todo mundo carrega em si um campo de trabalho e que a exploração é possível mesmo sem dominação. Tal pensamento apoia a ideia do desgaste excessivo que o trabalho remoto pode gerar sem o devido planejamento.

Ademais, vale ressaltar que parte da sociedade mais pobre se vê segregada desse meio de trabalho. Tal óptica é constatada pelo fato de que grande parte das atividades em home office, requisitam acesso à internet aparelhos computadores, dificultando a inclusão da parcela de baixa renda à esse modelo de trabalho. Diante desse cenário muitas empresas vão de encontro ao que consta na Magna Carta, que diz que todas as pessoas tem direito a condições justas e favoráveis de trabalho.

Diante desse cenário, é nítido que o trabalho remoto atual carece de aperfeiçoamento. Cabe à iniciativa privada promover a conscientização de seus trabalhadores do risco do excesso de trabalho por meio de palestras com presença de profissionais da área da saúde mental a fim de diminuir seu desgaste mental. Paralelamente criando programas que possam incluir trabalhadores mais pobres ao novo modelo de trabalho, como a cessão de computadores empresariais para funcionarios, diminuindo assim a exclusão social existente, garantindo condições de trabalho justas à todos, como reza a Constituição Federal