Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil

Enviada em 05/11/2022

Albert Einstein disse no início do século XX que ´“O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia”. Diferente dessa ótica, a pandemia de COVID-19 forçou a adoção de hábitos, dos quais se destaca a realização de trabalho remoto mediada por tecnologias, em um processo abrupto e não estruturado, o que acarretou diversos problemas. Nesse contexto, medidas devem ser adotadas para a implementação adequada do trabalho remoto no Brasil, resguardando sua força de trabalho.

De acordo com o Ranking Global de Competitividade de 2022, elaborado pelo Instituto Internacional de Desenvolvimento da Gestão suisso, o Brasil ocupa a 59a posição, de um total de 63 países analisados. Esse cenário demonstra a necessidade de se adotarem medidas que garantam maior efetividade ao ambiente de negócios nacional. Especificamente quanto a isso, o trabalho remoto se mostrou viável e implicou em economia de tempo e dinheiro para as empresas, apesar de sua adoção forçada ao longo da pandemia.

Em contra-partida, a força de trabalho, para garantir sua sobrevivência durante a crise, adaptou-se, submetendo-se à mediação tecnológica e adotando práticas eventualmente danosas, das quais se destaca a incorporação de demandas do trabalho na vida privada, caracterizando uma verdadeira invasão. Nesse ponto, é importante resgatar o contexto em que a Sociologia surgiu como ciência, proposta por Auguste Comte, em razão das transformações sociais causadas pela Revolução Industrial, em detrimento dos trabalhadores. A adoção do trabalho remoto trouxe transformações sociais que, guardadas as devidas proporções, oprimiram o trabalhador, como na Revolução Industrial.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de se superar os desafios sociais acerca da implementação massiva do trabalho remoto no Brasil. Para isso, o Ministério do Trabalho - no exercício de sua função social - deve formular diretrizes que estabeleçam limites sobre a carga de trabalho imposta ao trabalhador remoto, fundamentados em estudos e pesquisas acadêmicas. Talvez assim o país atinja maiores níveis de competitividade, preservando sua força de trabalho.