Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 14/12/2022
No filme “O diabo veste prada”, conta sobre uma jovem jornalista, Andrea Saches, recém contratada por uma exigente editora chefe. Andrea precisa se desdobrar para dar conta do trabalho, enquanto passa por uma mudança interna que irá impactar a sua vida pessoal. Fora da ficção, fica claro que a realidade retratada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI: Dificuldade em equilibrar a vida pessoal com a profissional e cargas de trabalho excessivas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que em tempos de pandemia, o trabalho em formato de home office tornou-se uma pauta deveras recorrente em meios de comunicação, por consequência uma grande dificuldade para equilibrar a vida pessoal com a profissional. Segundo a pesquisa realizada pela Oracle com 10 mil funcionários de 12 países, 80% dizem que não conseguiam de forma alguma separar uma coisa da outra.
Além disso, 50% dos brasileiros entrevistados trabalham 30 horas a mais por mês, fazendo 4 horas adicionais ou mais por semana. Todas essas preocupações se refletem ao aumento de estresse no trabalho, muitos entrevistados afirmam sentirem pressão para atender aos padrões de desenpenho e dificuldades para lidar com tarefas rotineiras e tediosas ou até mesmo afirmam ter cargas de trabalho imprevisíveis.
Portanto, é preciso que o Estado tome providência para amenizar o quadro atual. É essencial que o Ministério da Ciência promova às empresas, por meio de verbas públicas do Governo, projetos de capacitação computacional, a fim de que se reduza o número de indivíduos desconhecedores da utilização das novas tecnologias. Além do mais, cabe às corporações, em parceria com o Ministério do Trabalho, promover diversas consultas gratuitas de administradores e gestores, para que os empregados possam ser auxiliados na construção de uma rotina saudável de trabalho e vida pessoal. Desse modo, o Brasil poderá proporcionar uma melhor inclusão dos adeptos ao “home office”.