Perspectivas e desafios do trabalho remoto em questão no Brasil
Enviada em 28/01/2024
Basta navegar alguns minutos pelo Linkedin para encontrar alguma discussão, defesa ou critíca em torno do “home-office”. Tal temática entrou em ascensão durante o ano de 2023, quando a pandemia teve fim e já era plenamente possível voltar aos escritórios. Contudo, após o longo período de trabalho a distância, foi possível provar na prática que era viável gerar resultados para as empresas com a nova modalidade de trabalho, agora adotada em larga escala. E daí surgiu grupos que defendem a volta 100% ao trabalho presencial, outros que defendem totalmente a nova modalidade e ainda aqueles que preferem o meio-termo: o trabalho híbrido, parte dos dias no escritório e parte em casa.
Se o trabalho remoto funciona e ainda trás benefícios como economia de tempo no translado para o trabalho e economia de custos com escritórios para as empresas, porque ainda existe grupos tão resistentes e que querem a retomada do trabalho presencial? Parte da resposta está na diminuição de controle que as empresas conseguem exercem sobre seus funcionários. Se antes era possível adotar uma microgestão no trabalho, com controle de horário para ir almoçar, ir ao banheiro e evitando conversas paralelas, com o trabalho remoto, fica muito mais díficil monitorar o que o colaborador está fazendo durante o expediente.
Para os trabalhadores também há problemas e nem sempre o trabalho a distância se encaixa perfeitamente. Segundo pesquisa da Oracle, 43% dos brasileiros alegam que a barreira entre trabalho e vida pessoal se tornou mais frágil, intesificando casos de ansiedade e esgotamento mental entre os trabalhadores. Antes para muitas pessoas era mais simples demitar o limite do trabalho, indo embora no escritório, mas hoje a sensação é o funcionário sempre deve estar disponível.
Portanto, apesar dos inúmeros benefícios do trabalho remoto, existem alguns desafios que precisam ser administrados. Para isso, cabe que as empresas criarem novos modelos de gestão baseados em confiança e atingimento de metas e não em controle de cada ação do trabalhador, deixando para trás modelos inspirados no fordismo. Além disso, é necessário investirem em ações para barrar o adoecimento no trabalho, através de apoio psicológico e bloqueio de acesso aos equipamente de trabalho após expediente. Assim, daqui alguns anos poderemos avançar para outras discussões em relação ao mercado de trabalho e passaremos e enxergar o trabalho remoto com um aliado das pessoas e empresas.