Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino

Enviada em 03/04/2024

O fundo monetário internacional revela que o Brasil é a nona maior economia do mundo. No entanto, o país deixa a margem a perspectiva feminina para o empreendedorismo e o sucesso, que além de desestimulado é fortemente invisibilizado socialmente. Nesse cenário temos a configuração de um complexo problema que se enraíza nos estigas dos estereótipos que as mulheres carregam e na falta de oportunidades iguais que dificulta uma boa perspectiva para tal desafio

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para os estigas do estereótipo negativo que as mulheres carregam. Segundo Djamila Ribeiro, epistemicidio “É o apagamento de produção e saberes produzidos por grupos oprimidos”. Tal argumento é nítido na perspectiva e nos desafios para o empreendedorismo feminino no Brasil, visto que há vários obstáculos a serem enfrentados como a dificuldade de financiamento, falta de apoio familiar e desconfiança do mercado. Assim, faz-se necessário olhar para o epistemicidio que esse grupo sofre e dar espaço para que suas vozes ecoem e sejam legitimadas.

Em paralelo, a falta de oportunidades iguais para as mulheres no ramo empreendedor é um entrave que que tange o problema. A “isonomia” é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica no empreendedorismo feminino. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

Portanto, são necessárias medidas de mitigar essa problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima de administração executiva, deve elaborar um plano de investimento e apoio para empresas femininas, por meio de uma ação conjunta com o Ministério do Trabalho para implementar de forma nacional. A fim de absorver as mudanças positivas na economia como novos empregos e melhora na inflação como teremos mais mulheres com perspectiva de sucesso em seus empreendimentos. Tal ação pode ainda contar com o poder legislativo para elaborar leis que torne obrigatório a inclusão de empreendedoras em congressos empresariais e a inclusão de palestras para incentivar mais mulheres a se arriscarem no empreendedorismo. Assim, as mulheres empreendedoras no Brasil terão boas perspectivas em suas carreiras.