Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino
Enviada em 03/04/2024
No filme “O Diabo Veste Prada”, Miranda Priestly é a CEO de uma revista famosa de Nova York, por ser exigente, busca o melhor em seus funcionários e, durante o filme, ajuda na evolução de Andy, uma funcionária iniciante no mundo da moda. Em vista disso, é notória a ideia de que quanto mais mulheres ocupando cargos de chefes, mais oportunidades serão ofertadas ao público feminino. Na sequência, é necessário discutir a dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras e como au-mentar a inclusão de mulheres no comando de empresas.
Em primeiro plano, os desafios para o empreendedorismo feminino tem terra fértil no individualismo. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade pós-modernista é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, observa-se que a área de empreendedorismo é muito competitiva e, para as mulheres, tal competição é ainda mais evidente, uma vez que há o machis-mo estrutural e ao fato, de que apenas 13% das 500 maiores empresas brasileiras possuem mulheres em posições de destaque, conforme a reportagem do site Contabilizei. Diante disso, é notável que apesar de haver mulheres em destaque, elas são a minoria.
Em segundo plano, para reverter tal situação é necessário que as mulheres em posições de destaque se prontifiquem a ajudar suas semelhantes, tal qual a empresária Bianca Andrade, criadora do Boca Rosa Academy, local onde as mulhe-res são ensinadas a entrar e se manter no ramo empresarial. Ademais, as empre-sas contratantes também devem ser responsabilizadas pelo ambiente em-presarial caso haja denúncias de machismo, visando bom convívio entre funcio-nários de ambos os gêneros, com intervenções diversas, por exemplo, por meio de palestras e consultas com psicólogos. Dessa forma, haverá maiores opor-tunidades a todas as mulheres e o ambiente de trabalho se tornará seguro e favorável a todos.
Portanto, é necessário intervir sobre o problema. Para isso, as empresas — res-ponsáveis pelo ambiente de trabalho — devem investir em palestras e seções de conversas com os funcionários, por meio de contratação de palestrantes formados em sociologia e psicólogos, a fim de informar as pessoas e manter o ambiente estável. Dessa forma, será possível construir uma sociedade igualitária.