Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino

Enviada em 06/04/2024

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela ONU - afirma que todos os indivíduos tem direito ao trabalho e à livre escolha de emprego. No entanto, os desafios enfrentados por mulheres para empreender, no Brasil, tornam-se empecilhos para a plena efetivação de tais direitos. Dessa forma, constata-se que a ineficiência em sua resolução perpetua-se, seja pela baixa representatividade feminina, seja pela persistência do preconceito cultural.

Sob esse viés, percebe-se uma maior presença feminina no mercado de trabalho, do qual cerca de 50,8% dos profissionais graduados são compostos por mulheres. Entretanto, apenas 13% ocupam cargos de liderança entre as 500 maiores empresas brasileiras. Isso contribui, lamentavelmente, para a falta de representatividade e o desestímulo para buscarem modelos de referência com experiências semelhantes às suas, dificultando a criação de networking entre mulheres. Assim, conforme a cantora IZA, “a gente precisa se ver nos lugares pra saber que a gente pode estar onde quiser estar”

Ademais, consoante a fala da escritora Chimamanda Ngozi, “a pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora”. Em conformidade com tal afirmação, nota-se que o preconceito cultural social é baseado em conceitos patriarcais que culminam na predileção masculina. Consequentemente, resulta no desmerecimento da capacidade feminina pela crença de que não podem exercer as mesmas funções com a mesma exatidão de um homem. Todavia, a tese de Chimamanda Ngozi esclarece que a qualificação não é atrelada ao gênero.

Logo, o Ministério do Trabalho e Emprego - órgão responsável pela regulamentação no setor - deve atuar no que tange a inclusão, ao controle e ao fortalecimento de políticas públicas existentes, por meio de processos judiciais, de programas sociais e de projetos que promovam a igualdade de gênero no ambiente empresarial e a conectividade entre mulheres empreendedoras. Além disso, é vital também elaborar cartilhas e palestras educativas, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mediante a veiculação nas mídias sociais, afim de demonstrar a importância do empreendedorismo para as mulheres.