Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino
Enviada em 07/04/2024
A obra ‘Utopia’ descreve uma sociedade perfeita, onde o corpo social é isento de conflitos, o que contrasta com a realidade da sociedade brasileira, especialmente no âmbito do empreendedorismo, onde as mulheres são confrontadas com desafios persistentes. Esses obstáculos representam um contratempo nos planos utópicos. Esse cenário antagônico é resultado da desigualdade de gênero e do patriarcado estrutural. Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim de promover um pleno funcionamento da coletividade brasileira.
Ademais, é imprescindível a falta de medidas governamentais para combater a desigualdade de gênero. Essa conjuntura faz com que o filósofo Thomas Hobbes afirme que é dever do Estado garantir o bem-estar da população, porém, isso é negligenciado quando se trata das mulheres no âmbito empresarial. Além disso, a discriminação e os salários desiguais que elas enfrentam, portanto, evidenciam a crueldade do mercado de trabalho para as funcionárias femininas, exigindo ações que busquem a equidade trabalhista e uma vida mais igualitária para todos.
Outrossim, é fundamental destacar a falta de políticas públicas eficazes que afrontem a ideia de superioridade masculina sobre o gênero feminino. Embora a Constituição brasileira assegure a igualdade perante a lei, logo, sua efetividade é questionável, pois as mulheres ainda enfrentam discriminação e a noção de superioridade de gênero. Assim, visto no sistema patriarcal, onde o homem é idealizador como líder absoluto e a mulher como sua serva submissa, essas ideias permeiam as relações sociais. Isso destaca a importância do ambiente educacional na perpetuação dessas ideias, que nos tempos modernos se enraizaram no subconsciente e na estrutura do seio social.
Em suma, é fundamental que o Ministério do Trabalho, em conjunto com a comunidade, atue para promover e salientar a relevância da mulher no mercado de trabalho. Nesse sentido, é peremptória a realização de ações concretas, como campanhas e a organização de seminários em empresas e instituições de ensino educacional, tornando-se indispensável para essas vertentess. Por conseguinte, essas iniciativas visam a reestruturar os paradigmas existentes e buscar uma sociedade mais equitativa.