Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino
Enviada em 17/04/2024
O filme “Barbie” mostra a dificuldade, imposta por uma sociedade patriarcal, de uma figura feminina assumir o controle da própria vida e encontrar a sua inde-pendência. Fora da ficção, esse cenário torna-se verdadeiro na medida em que a parcela feminina de empreendedores da sociedade brasileira encontra uma série de desafios ao buscar autonomia nos negócios. Nesse contexto, apesar da pers-pectiva otimista para o futuro, a desigualdade de gênero dificulta o crescimento do empeendedorismo feminino.
Primeiramente, é importante ressaltar que, sob um viés positivo, o empreende-dorismo feminino traz diversidade ao mundo dos negócios e proporcionalmente coloca mais mulheres em posições de liderança. Nesse sentido, é lógico afirmar que quanto maior for a quantidade de líderes femininas, mais oportunidades sur-girão para essa parte da população. De acordo com a empresa Catho, referência em administração de carreiras e empregabilidade, o número de jovens e adultas em cargos de chefia vem aumentando consideravelmente, com um crescimento de 38% em 2013, assim como uma diferença expressiva na quantidade de homens e mulheres formados no ensino superior: 47% e 51%, respectivamente. Assim, fica evidente que há uma tendência positiva nesse cenário.
Em contrapartida, a disparidade entre os sexos impõe barreiras em relação ao avanço da diversificação no mundo corporativo. Nesse quadro, apesar de serem 52% dos habitantes, as mulheres ocupam somente 13% dos postos de liderança das 500 maiores empresas do Brasil. Nessa conjuntura, observa-se que empresas gerenciadas por homens tendem a favorecer o público masculino. Assim, torna-se evidente a importância das mulheres como líderes dos próprios negócios.
Portanto, apesar do quadro relativamente positivo, as mulheres ainda sofrem com a imparidade de gênero. Desse modo, torna-se necessário que a mídia, orgão de alcance nacional, crie conteúdos educativos e motivacionais sobre o empre-endedorismo feminino. Isso pode ser feito criando documentários inspiradores e até mesmo uma versão feminina do programa “Shark Tank”, reality focado no investimento em novos negócios. Dessa forma será possível reduzir a dissimetria de gênero e ampliar as oportunidades femininas no empreendedorismo.