Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino
Enviada em 05/05/2024
A organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, em 2014, o dia 19 de novembro como o dia do empreendedorismo feminino. Apesar disso e de todo cenário para fortalecer o protagonismo das mulheres, ainda há, para aquelas que querem empreender, muitos obstáculos para enfrentar como o preconceito e dificuldade de acesso a crédito.
Vale destacar como essa temática é importante para a sociedade. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, no relatório Global Gender Gap Report, que avalia anualmente a igualdade de gênero, essa paridade foi reconhecida como crítica para o equilíbrio financeiro e desempenho econômico. Deduz-se, desse modo, como o movimento ratado é essencial para garantir isso. Nesse sentido, torna-se imprescidivel icentivar essas mulheres, pois, como se revela, elas são geradoras de novas idéias, pespectivas e soluções para problemas complexos, melhorando, portanto, o bem estar social.
Entende-se, diante disso, como o preconceito de gênero pode ser nocivo para elas. Os estereótipos criados, desvalorizam suas idéias, reforçam a descrediblidade e afetam a capacidade de serem aceitas seriamente no mundo dos negócios. Além de tudo, exercendo a mesma função, enfrentam a discriminção de receberem salários inferiores aos homens. Segundo pesquisa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, no fim de 2022, uma brasileira, em média, recebia 78 % do que ganha um homem.
Outrossim, a barreira financeira para o crédito percalça a jornada dessas empreendedoras. Conforme pesquisa do Sebrae SP, os homens pagam 31,1% de juros ao ano, enquanto as mulheres pagam 34,6%. Logo, ações afirmativas são necessárias para mudar essa realidade e alavancar o Empreendedorismo feminino.
Infere-se, isto posto, que o poder público, na pessoa do chefe do executivo, promova uma ampliação na legislação, para que sejam relaizadas ações que fiscalizem e punam qualquer forma de discriminação por gênero e estabelecer linhas de crédito com juros baixos, em bancos públicos, a fim de que incentive as mulheres que desejam empreender. Ademais, promover campanhas educativas nas escolas, de modo que, as futuras gerações sejam conscientizadas para que não existam, num futuro próximo, esses percalços para as mulheres empreendedoras.