Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino

Enviada em 23/05/2024

Na obra “Horizonte Perdido”, de James Hilton, retrata uma sociedade perfeita e acolhedora, na qual é livre de conflitos e mazelas. Entretanto, fora da ficção, a realidade contemporânea está longe disso, haja vista os desafios para o empreendedorismo feminino. Diante disso, é fundamental abordar os principais causadores desse impasse: o machismo e a omissão estatal.

Em primeira análise, a sociedade machista prejudica o desenvolvimento e a inclusão da mulher para empreender, pois esse preconceito está enraizado no Brasil desde a época da colonização. Sob essa ótica, as leis brasileiras impediam a mulher de participar da economia. Nesse viés, após diversas mudanças no ordenamento jurídico, lamentavelmente, elas ainda encontram dificuldades de superar essa época. Diante desse cenário, um exemplo que ilustra isso é que elas são a minoria em cargos de liderança. Ademais, essa ideia é melhor compreendida quando analisado o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, que revela que as raízes do machismo, nos dias atuais, têm origem histórica. Logo, é necessário que haja mudanças.

Além disso, as pessoas do sexo feminino não recebem a devida instrução para empreender. Nesse contexto, o poder público não prioriza o público feminino para entregar a devida educação. Outrossim, elas encontram diversas barreiras para a realização dessa atividade, como a falta de cotas em cursos voltados para o empreendedorismo. Isso contradiz a obrigação do Estado, uma vez que o dever dos governantes é manter a igualdade entre todas as pessoas, mas o poder público falha nesse aspecto. Posto isso, conforme o filósofo Nicolau Maquíavel, o objetivo do Estado é a manutenção do poder, mesmo que isso prejudique o bem-comum. Assim, é inaceitável que o Brasil mantenha essa postura.

Em suma, o governo federal - instância máxima executiva - deverá criar uma lei para a inclusão social das mulheres. Essa legislação irá criar cotas para o público feminino em cursos voltados para o empreendedorismo, ou seja, vagas que, obrigatoriamente, sejam preenchidas por pessoas do sexo feminino. Isso poderá ser realizado por meio da redução de impostos para as empresas participantes. Por fim, o Brasil irá aproximar-se da sociedade apresentada por James Hilton.