Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino

Enviada em 07/07/2024

No filme “Um senhor estagiário”, é retratada a vida da personagem Jules, que comanda uma loja online de roupas. Ao longo da trama, a narrativa revela as dificuldades que Jules enfrenta durante sua carreira, incluindo discriminação por ser uma mulher comandando uma empresa. Paralelamente a isso, no Brasil, apesar de o número de mulheres no ramo de empreendedorismo crescer cada vez mais, barreiras como estereótipos de gênero ainda precisam ser quebradas.

Em primeiro plano, cabe destacar que o mercado empreendedor vem oferecendo cada vez mais espaço para o gênero feminino. A cantora Billie Eilish, por exemplo, em 2019, lançou sua própria coleção de roupas, em parceria com a marca Freak City. Além disso, segundo dados da empresa Catho, as mulheres compõem, atualmente, a maior parte dos cargos de coordenação, ocupando 62,75% dos postos de presidente. Assim, conclui-se que, em relação ao histórico feminino no empreendedorismo, as estatísticas atuais mostram boas expectativas.

Apesar disso, deve-se ressaltar os estereótipos de gênero como um dos obstáculos para as mulheres nesse setor. A título de exemplo, a autora do mangá “Fullmetal Alchemist”, Himoru Arakawa, utilizava um pseudônimo masculino no início de sua carreira com medo de que sua obra não fosse bem aceita. Isto porque a estória era do gênero ação, no qual os homens são majoritariamente aclamados em relação às mulheres. Da mesma forma, no mercado empreendedor, muitas mulheres não tem seu trabalho reconhecido, já que essa é uma área tida como “masculina” por muitos. Logo, é preciso reverter essa situação, conscientizando a população acerca dessas rotulações, para que possam ser extinguidas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mudar o status quo. Por meio da capacitação de professores de ciências humanas, o Ministério da Educação deve promover aulas nas escolas que discutam abertamente sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, conscientizando os estudantes e desfazendo preconceitos. Ademais, atividades extracurriculares que envolvam empreender devem ser propostas, para incentivar os alunos e alunas que tenham interesse por este ramo. Com isso, espera-se combater os estereótipos de gênero no mercado de trabalho e possibilitar mais espaço para as mulheres no empreendedorismo.