Perspectivas e desafios para o empreendedorismo feminino

Enviada em 20/12/2024

Dentre os muitos desafios enfrentados pelo Brasil, destaca-se o empreendedoris-

mo feminino e os obstáculos enfrentados pelas mulheres em um mercado extre-

mamente machista. Dada a relevância da temática, convém aprofundar o debate acerca dos fatores que contribuem para o ínfimo número de mulheres empreendedoras e as ações necessárias para mudar tal cenário.

Sob esse viés analítico, importa dizer que o principal responsável pela marginaliza-

ção das mulheres do mundo dos negócios é o caráter machista presente na socie-

dade Como apontado pelo website denominado “Contabilizei”, em apenas 13% das 500 maiores empresas brasileiras as mulheres ocupam posições de liderança ou

tem alguma relação com a fundação. Este cenário ilustra, de maneira clara e obje-

tiva, o quão subjulgada é a figura feminina, visto que elas representam 52% da sociedade, isto é, apesar de serem maioria numérica, ainda são uma minoria nos setores chaves da dinâmica social.

Além disso, a sociedade lamentavelmente vincula a figura feminina exclusivamen-

te ao ambiente doméstico, assim sendo, para eles, inconcebível o empreendedoris-

mo feminino. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-ca, as mulheres dedicam, semanalmente, 10 horas a mais em afazeres domésticos quando comparadas aos homens. Sendo o ínicio deste trabalho já na adolescência,

é notório a injustiça pois é a idade crucial para o aperfeiçoamento e capacitação pa-

ra a futura carreira profissional, sobretudo, empreendedora.

É evidente, portanto, que a desigualdade de gênero é um fato no cotidiano femi-no e por isso se faz necessário a atuação do poder público no sentido de promover veêmentemente a justiça social e a equidade de gênero. Por isso, é fundamental o desenvolvimento, por parte da administração pública, políticas focadas na descons-

trução do machismo estrutural e sociedade patriarcal através de campanhas de ações educativas, com linguagem acessível e engajante, para que se prolifere uma cultura baseada em inclusão e valorização das capacidades da mulher. É fdamental, também, estabelecer uma legislação mais rígida e punitiva para combater, de ma-

neira ativa e direta, a misoginia e o sexisismo, almejando, veêmentemente a su-

pressão do comportamento discriminatório ainda presente na socidedade.