Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 03/11/2022
No filme “Jumanji”, estrelado por The Rock, uma família é sugada para dentro de um jogo de vídeo game, tendo que vencer os níveis para voltar ao mundo real. Vis-to isso, tem surgido diversos jogos “online”, onde você ganha dinheiro para jogar, o que despertou o interesse de vários jovens, pulando etapas da adolescência. Dian-te disso, é necessário entender como a ganância e a busca precoce por indepen-dência financeira podem prejudicar a sociedade.
Em primeiro plano, os jovens têm deixado de lado a diversão, buscando recom-pensas monetárias dentro de jogos digitais. O filósofo Friedrich Nietzsche, diz que a ambição é sempre negativa e as pessoas buscam sempre o inalcançável, ficando sempre infelizes. Diante disso, nota-se adolescentes depositando tempo e espe-rança em jogos, esperando receber um alto retorno financeiro, ficando frustrados e, por vezes, doentes, quando não são atendidos, esquecendo que a principal fun-ção de um jogo é a diversão.
Outrossim, a busca por uma condição financeira favorável parece ser meta de pessoas cada vez mais jovens. O sociólogo Émile Durkheim, diz que as pessoas vi-vem em uma sociedade opressora, onde há uma pressão social cada vez mais ce-do, onde pode-se ser o que quiser, menos ser você mesmo. Diante disso, notamos que existe uma pressão da sociedade para que, cada vez mais cedo, o indivíduo atinja o sucesso, seja profissional ou financeiro, fazendo com que garotos, sem o devido direcionamento, veja nos jogos em que recebem dinheiro para jogar, a oportunidade de pular etapas até o sucesso social.
Portanto, é preciso que o Poder Legislativo, por meio de lei, impeça a entrada de menores de idade em jogos onde recebam dinheiro para jogar, assim como os pais acompanhem e fiscalizem seus filhos durante o uso de redes sociais e jogos “onli-ne” e os alertem sobre a necessidade de outras atividades. Só assim evitaremos que os jovens sejam sugados para o mundo virtual e nunca mais consigam sair.