Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 19/10/2022
Segundo Pierre Bourdieu,“Aquilo que foi criado para ser instrumento de democra_
cia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”.Tal
citação do sociólogo francês é altamente precisa em relação aos jovens que adquirem suas rendas a partir de jogos online,pois os jogos tornaram-se fonte
de angústias psicológicas e ,além disso,são atenuados pela falta de discussão.Sob essa ótica,é necessário entender os motivos por trás dessa problemática,a fim de ceifár-las.
Nesse contexto,é necessário salientar que jogar para lucrar traz efeitos negativos
na saúde mental dos jovens.Sendo assim,segundo Byung Chul-Han,em seu livro
“Sociedade do cansaço”,é relatado como o trabalho no mundo contemporâneo
é exaustivo e abusivo,resultando em indivíduos “cansados”.Nesse sentido,a alta
exigência pelo desempenho dos gamers para obterem baixos lucros é similar à
situação descrita no célebre livro.
Ademais,é válido ressaltar que a omissão da sociedade frente ao problema corrobora para seu agravamento.Desse modo,segundo Djamila Ribeiro,“É necessário tirar os problemas da invisibilidade para,assim,encontrar soluções”.Com
isso,torna-se nítido que a indiferença popular em relação à prática do “Play-to -earn” é um grande fator destrutivo.Logo,ao passo que as pessoas apenas considerem os jogos como algo “divertido”,seus efeitos negativos são desconside_
rados e ,inevitavelmente,o problema é perpetuado.Por conseguinte,é primordial que medidas sejam tomadas para resolver a situação.
Portanto,faz-se necessário que os indivíduos mais engajados na sociedade conscientizem sobre os perigos da prática “Play-to-earn”.Diante disso,tal ação pode
ser feita, por meio do uso de redes sociais como Twitter e Instagram por exemplo,com o intuito de que,assim,os jovens tomem decisões mais conscientes
antes de adentrarem no universo de jogos como fonte de renda.
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