Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 18/10/2022
Na obra “Jogador número 1”, o protagonista dedica sua vida à construção de um personagem em um jogo, na qual o maiores jogadores são aqueles que mais investem seu tempo e dinheiro para obter sucesso, ironicamente, o cenário da ficção espelha a realidade, por conta do “Play-to-earn” que visa a lucratividade acima da diversão. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.
Sob essa ótica, é fulcrar salientar a indiligência do Estado no combate à perpetuação da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições “zumbis” que as define como presentes na sociedade, todavia, sem cumprir sua função social. Logo, o Ministério da Cidadania não cumpre a função de exercer a igualdade perante todos os cidadãos, de modo que àqueles que não tem condições financeiras não conseguem obter a mesma diversão quanto os de maior poder aquisitivo.
Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de conscientização popular como impulsionador do embate. Nesse sentido, o filósofo Karl Marx discorre em suas obras que: “Não é a consciência pessoal que determina o homem, mas o ser-social determina-o”. Desse modo, a sociedade individualizada se abstendo da resolução do problema nunca obterá o patamar de inclusão e igualdade desejado, uma vez que apenas com a coletivização do problema a sociedade pode enfrentarar, a fim de produzir um futuro igualitário no mundo dos jogos.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter o “Play-to-earn” que visa apenas a lucratividade acima da diversão. Dessarte, com o intuito de mitigar o imbróglio, o Ministério da Cidadania deve promover a criação de uma força de fiscalização, que vise garantir a competitividade e a alcançabilidade de resultados entre os jogadores, do mesmo modo devem criar programas nas mídias sociais com a função de esclarecer a importância da igualdade no cotidiano e nos jogos, a fim de garantir a igualdade à todos. Somente assim a coletividade se distanciará do cenário da ficção.