Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 31/10/2022

Historicamente, os jogos começaram a ganhar reconhecimento e valorização na Grécia antiga, com os jogos olímpicos. Desde então, com o desenvolvimento de tecnologias digitais, os jogos eletrônicos se tornaram o passatempo das novas gerações. Apesar disso, com a nova onda de criptomoedas combinada com o atraso das leis e a natureza viciante, jogos que oferecem promessas exageradas de lucro começaram a surgir, incentivando jovens a trocar a diversão pela procura do ganho.

Primeiramente, é importante destacar o atraso das leis vigentes como uma das causas da problemática. Segundo o filósofo grego Aristóteles, “A política deveria servir para garantir a felicidade dos cidadãos”. Apesar disso, o que se vê no Brasil é uma política lenta que demora a atender as necessidades do povo, nesse caso, existe uma falta de leis em relação aos jogos de estilo play to earn e portanto eles operam livremente sem fiscalização ou controle devido.

Ademais, é importante destacar a natureza viciante desses jogos como outra causa da existência do problema. De acordo com a filósofa francesa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Similarmente, o costume dos usuários desses apps com essa relação adictiva é um escândalo que faz com que não percebam que o baixo lucro não justifica o alto tempo exigido e que a diversão que antes viam em jogos foi consumida.

Em suma, em virtude dos argumentos apresentados, medidas são necessárias para resolver esse problema. Nesse viés, cabe à Câmara dos Deputados -representante dos cidadãos nos três poderes-, por meio de votação, banir os jogos pay to earn no país, uma vez que são detrimentais para a saúde mental dos cidadãos. Assim, por meio dessa medida, as gerações futuras brasileiras estarão livres do problema e poderão voltar a se divertir com jogos.