Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 19/10/2022
No contexto social brasileiro, observa-se que uma grande quantidade de pessoas, em vez de se divertirem em jogos online, muitas vezes comprometem suas finanças em gastos dentro dessas plataformas de entretenimento. Esse panorama adverso mostra que o Estado e a sociedade civil falham, respectivamente, na disseminação de informes educativos e na formação moral a respeito dessa maneira equivocada de divertimento.
De fato, muitos indivíduos, com a ascensão da internet, passaram a utilizar os mecanismos virtuais para as diversas finalidades, dentre elas, para os jogos. Entretanto, com esse aumento expressivo de internautas, muitas empresas têm explorado esses jogadores, visto que para a progressão em diversos jogos, o dinheiro do jogador é extremamente necessário. Com isso, quando a união não promove informes educativos a respeito de educação financeira para evitar gastos desnecessários nesses Play - to - earn, tal omissão gera uma perpetuação dessas ações equivocadas no cotidiano diante desses investimentos indevidos.
Outrossim, é válido ressaltar que muitos núcleos familiares falham quanto à disseminação de formações morais a respeito dessas empresas que lucram com os recursos dos usuários. Sob esse viés, nota-se que isso ocorre porque muitos pais não dialogam com seus filhos sobre um comportamento prudente em relação a essas diversões. Nesse contexto, a série My wife and kids mostrou um episódio em que o patriarca fica decepcionado com seu filho pelo fato dele ter se viciado numa máquina de jogos em que ele colocava dinheiro. Nesse enredo, Michael faz seu descendente perder todo o dinheiro nessa máquina para ele aprender a ter uma postura amadurecida. Com isso, de maneira análoga, se muitos progenitores agissem como esse protagonista mais jovens seriam prudentes.
Portanto, é preciso uma mudança da postura governamental e social sobre os play-to-earn. Assim, com a finalidade de mitigar uma conduta irresponsável nesses jogos, urge que a União, por meio de uma parceria com a mídia de amplo alcance,como internet, televisão e rádio, realize campanhas educativas sobre a importância da prudência com o dinheiro em plataformas de entretenimento. Por fim, as famílias devem realizar diálogos sobre brincadeiras virtuais.