Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 09/11/2022

De acordo com a filosofa Hannah Arednt, “A essência do ser humano é o direito a ter direitos”. Observa-se que, infelizmente isso não tem ocorrido na prática, visto que a irresponsabilidade familiar e o descaso governamental são fatores preponderantes para a prática compulsória do “Play-to-ear” o qual o indivíduo não usufrui do lazer ao jogar mais apenas como meio para lucrar.

Primordialmente, a falta de responsabilidade familiar para formar indivíduos agrava a prática de jogar em plataformas com ganhos monetários. Conforme Gilberto Dimenstain, o escritor da “Cidade de Papel”, o comportamento da sociedade é influenciado pelas experiências socioeducacionais ao longo da vida do indivíduo. Dessa forma, os usuários destes jogos não possuem um direcionamento correto sobre a exercício excessivo e os estímulos negativos que os jogos causam, a exemplo, insônia e dependência. Logo, afetando diretamente a saúde e felicidade do jogador, que ao invés de obter um momento de lazer, acaba alcançando uma situação de stress.

Ademais, na música “Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação, há a denúncia acerca da negligência governamental, o qual potencializa a ausência de lazer da população. Por conta disso, há falta de campanhas informativas e educacionais relacionados aos riscos dos jogos que remuneram. Sendo assim, a sociedade fica desinformada e são facilmente atraídos pelos jogos danosos ao psique.

Portanto, é mister que o Governo destine parte do PIB para a área da educação. Essa ação irá ocorrer por meio da verba utilizada para divulgação de campanhas. Isso, então, tem a finalidade de remediar a má formação familiar e o descaso governamental, indo ao encontro do elucidado por Arednt - ao garantir o direito ao lazer.