Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 21/10/2022

“O homem nasceu livre , e em toda parte se encontra acorrentado.“Essa reflexão trazida pelo filósofo francês , Jean Jacques Rousseau, pode ser associada à problemática do contínuo incentivo à prática de jogos que estabelecem um vínculo dependente entre faturamento financeiro e diversão.

Desde a formação do trato social, é possível denotar o quão o modelo econômico vigente estimula a superprodução e gereção de lucro. Essa análise pode ser relacionada ao pensamento do sociólogo alemão , Karl Marx, que elucidava em sua obra “O capital” a relação complexa entre trabalho e bem-estar, uma vez que estabelecia uma visão de um mundo movido por ações que objetivam o ganho monetário acima do prazer pessoal no exercício da atividade.

Ademais, nota-se que a utlização de plataformas que mesclam o trabalho com o momento de lazer geram resultados negativos para o ser humano. Segundo, a teoria “O modelo de demandas-recursos do trabalho”- também chamado de Teoria da JDR- assume uma posição contrária em relação ao trabalho como fonte de prazer, visto que é uma atividade a qual há uma demanda energética considerável de esforços para atender a um conjuntos de requisitos laborais. Outrossim, fica evidente o contrassenso existente entre momentos de diversão e prazer com a buscar incessante pelo lucro, advindo da prática do jogo.

Destarte, faz-se necessária a atuação de educadores escolares e universitários na proposição do tema como pauta de debates a serem realizados no ambiente acadêmico, como também nas redes sociais, utilizando a tecnologia disponível para que a problemática obtenha mais visibilidade no campo das discussões sociais. Desse modo, haverá um maior alcance de pessoas para compor argumentações sobre a temática, contribuindo, assim, com a realização plena da cidadania.