Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 21/10/2022

Para Albert Einsten “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia” porém, na atualidade, o que prevalece é a tecnologia, e que ainda torna o homen dependente dela. Isso é notório nos jogos que visam cada vez mais o lucro e não são mais utilizados para lazer, seja pelo fato da população capitalizar seu uso, seja pelas competições que estes geram.

Diante desse cenário, é fundamental destacar que o que era visto como lazer agora tornou-se um mercado online. Sob essa ótica cabe salientar que os jogos apresentam um mercado interno que influencia o usuário. Como exemplo disto têm o jogo minecraft, em que os personagens apresentam possibilidades de com-pras de adereços para o jogador. Tudo isso tem por objetivo o lucro das empresas, uma vez que, os jogadores tornam-se vúlneráveis ao uso, fazendo com que gran-des empresas tornem-se cada vez mais milionárias e a população tenha cada vez mais seu lazer comprado pelo capitalismo.

Outrossim, cabe analisar que os jogos são acompanhados na maioria das vezes por competições internas que influenciam no comportamento do usuário. O jogo Free-Fire- conhecido por suas batalhas que envolvem adversário- é um exemplo de

competição que visa o lucro. Segundo site “Valor investe” cerca de 97% dos jogado-res perdem bens ao apostar, isto porque utilizam os jogos online como meio de obtenção de dinheiro, uma vez que o vício dos usuários em competir faz com que eles depositem dinheiro games. Dessa forma, surge o prejuízo em não utilizá-los como lazer, que pode terminar em perda de bens, ora que os jogadores tornam-se viciados em competições virtuais.

Portanto, é de extrema importância ressignificar o sentido dos jogos. Cabe ao Governo Federal criar anúncios na mídia, iguais os de propagandas exibidos nos vídeos, como no Youtube, para alertar a população dos riscos de tornar-se dependente dos jogos, ao ponto de perder dinheiro e lazer, com o objetivo de garantir que a população não seja alvo da capitalização do lazer. Quem sabe assim, os games voltem a ser usados apenas para distração e divertimento.