Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 27/10/2022

Durante o século XXI, houve um avanço expressivo das tecnologias relacionadas aos jogos eletrônicos, os quais aumentaram as interações entre seus jogadores ao redor do mundo. Em contraponto, no Brasil, essa conjuntura de progresso trouxe consigo novos desafios, como os jogos “play-to-earn”, com transações monetárias. Sendo assim, torna-se importante compreender as principais consequências desse emergente estilo de jogo: lesões neurológicas e problemas físicos.

Diante desse cenário, cabe afirmar que os jogos “play-to-earn” são o sustentáculo para diversos problemas neurológicos. A respeito disso, cabe ressaltar que, segundo a Neurociência, a região cerebral denominada “Núcleo Accumbens” é responsável pelo senso de motivação do indivíduo. Entretanto, pessoas com vícios apresentam disfunções nessa região, produzindo menos hormônios relacionados ao prazer e à memória. Nesse raciocínio, esses jogos, por envolverem recompensas monetárias, têm elevado potencial adictivo. Como consequência, os jogadores podem apresentar desânimo elevado e esquecimento. Logo, fica evidente que informar a população é um desafio central para o problema.

Ademais, é importante citar que as comorbidades físicas também são impulsionadas pela problemática discutida. Isso porque, segundo conceitos da Engenharia de Software, esses sistemas são desenvolvidos para que o usuário fique imerso diversas horas jogando. Dessa forma, os jogadores ficam diariamente expostos às telas com o intuito de receber as gratificações desse jogos. Sendo assim, devido a exposição excessiva dessas práticas, esses usuários aumentam exponencialmente os riscos de doenças como tendinite e miopia. Desse modo, investir em hábitos saudáveis é essencial para abrandar esse obstáculo.

Em suma, fica evidente que os jogos “play-to-earn” são um complexo problema. Dessa maneira, A Mídia, articuladora dos conhecimentos públicos, deve investir na conscientização da população, por meio de propagandas e ficção engajada, visando informar as pessoas acerca dos malefícios desses jogos. Concomitantemente, o indivíduo deve investir na sua saúde, por intermédio da troca de hábitos prejudiciais por atividades físicas, como musculação, objetivando diminuir as lesões causadas por esses jogos. Assim, a questão será atenuada.