Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 31/10/2022

No filme “O Jogador N° 1”, é representado um mundo distópico, no qual a realidade tornou-se desinteressante e todos preferem passar a maior parte do seu tempo em um jogo de realidade virtual. Fora da ficção, um cenário semelhante ocorre com alguns jogos na atualidade, os chamados jogue para lucrar, que sua principal função é o retorno financeiro e não a diversão. Dessa forma, fazem-se necessárias medidas a fim de amenizar o impasse que tem como principal causador a inversão do papel do jogo na sociedade que por consequência gera o vício dos usuários.

Em primeiro plano, convém enfatizar a troca da função dos jogos na atualidade como principal causador do impasse. De maneira análoga, de acordo com a história, os jogos de videogame tem sua primeira grande popularidade nos anos 80 com os fliperamas. Nesse contexto, jogos eletrônicos nessa época eram majoritariamente vistos como uma maneira de diversão, um papel que foi invertido nos tempos modernos, uma vez que, hoje, jogos também são sinônimos de trabalho e preocupação. Dessa maneira, torna-se necessário uma reflexão sobre a perda da essência dos jogos no presente.

Outrossim, a dependência gerada aos usuarios desses tipos de jogos como conseguência direta do tópico anterior. A título de exemplo, de acordo com Luíz, um jogador entrevistado “Você pode achar divertido durante, no máximo,

uma semana’’ . Sob esse olhar, é nitido como esses jogos de extrema repetição não geram prazer, mas sim acorentam os players a ele, uma vez que a ideia de continuar lucrando gera a necessidade na pessoa de continuar jogando. Logo, é inaceitavel que atitudes não sejam tomadas para evitar o vicío de mais pessoas.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Educação, deve por meio de campanhas, mostrar à sociedade o período dos jogos para ganhar dinheiro, por meio de cartazes e palestras, ministrados por especialistas no tema, visando evitar que mais pessoas fiquem viciadas nesses jogos. Feito isso, espera-se uma sociedade mais alegre que enxergue os videogames como eles são, uma maneira de se divertir.