Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 02/11/2022
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do Sistema Judiciário brasileiro - garante à todos o direito ao bem-estar social. Entretanto, ao analisar os problemas com jogos lucrativos nota-se que essa conduta está sendo afetada. Com efeito, há de se combater a não interferência parental, bem como a alta influência das mídias na sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que o vício em jogos afeta as relações familiares. A esse respeito, o sociólogo Zygmant Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, explicíta a forma como os relacionamentos se tornaram frágeis na pós-modernidade. Nesse viés, o descaso dos pais em relação ao vício dos filhos com jogos lucrativos compactua com a ideia de Bauman e prejudica a vida, principalmente escolar, das crianças e adolescentes. Dessa forma, enquanto a omissão parental se mantiver os jovens brasileiros serão obrigados a conviver com um dos maior obstáculos da atualidade, a queda educacional.
De outra parte, Steve Jobs - empresário e fundador da Apple - defendia a ideia de que todos deviam utilizar a tecnologia. Ocorre que hodiernamente, a luta de Jobs é realidade, todavia, é a tecnologia que controla os indivíduos. Dessa maneira, a mídia influencia diretamente no aumento nocivo de problemas com jogos lucrativos, e, se as pessoas não pararem de sempre ouvir os chamados “Influencers Digitais”, os brasileiros serão eternamente fantoches midiáticos.
Dessarte, é mister que para os nomeados “Play-to-earn” sejam seguros, os pais precisam combater, com urgência, o desinteresse no que tange ao uso exagerado da tecnologia, para isso, eventos escolares, como palestras e debates, podem ser a solução. Essa ação pode ser promovida, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que iria trazer mais integridade para o evento. Desse modo, os jovens poderão viver em breve, em uma sociedade que não é controlada pela mídia social.