Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 04/11/2022

A globalização, processo caracterizado pela integração tecnológica entre os países, estimulou o advento da Era digital, sendo responsável pela disseminação de jogos e vias alternativas para adquirir dinheiro. Esse panorama, entretanto, torna-se problemático quando os jogos de lucro não apenas exigem que os indivíduos joguem por horas, causando riscos à saúde, mas também perdem seus preceitos de diversão, ficando exaustivos e repetitivos. Logo, deve-se analisar esse quadro.

Em primeira análise, vale destacar o pensamento do filósofo Aristóteles, que afirmou que o trabalho dignifica o homem. Nesse sentido, nota-se que, ao serem introduzidos no mercado de trabalho, os indivíduos expandem a construção do conhecimento e adquirem experiência. Entretanto, a ampliação do desenvolvimento dos jogos para lucrar restringem esse panorama, uma vez que os mecanismos de repetição e necessidade de jogar excessivamente para dinheiro, causam danos no corpo, como dor de cabeça e tendinite, e impedem o estímulos às habilidades socioculturais e a formação do pensamento crítico e da interatividade social.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com uma rede social de live streaming, Yubo, 35% dos brasileiros possuem moedas digitais. Nesse viés, pode-se afirmar que o aumento de investimentos em jogos e a exacerbada pressão para ganhar lucrar, precariza o trabalho e estimula o aparecimento de doenças mentais, como a ansiedade e depressão, desprovendo o seu objetivo de serem divertidos, visto que tornam-se, somente, instrumentos voltados para a obtenção de lucro.

Verifica-se, então, a necessidade de mitigar os problemas dos jogos de lucro. Para isso, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura elucidar, por intermédio de propagandas e eventos educacionais, os impactos negativos proporcionados pelos jogos de lucro, a fim de conscientizar os cidadãos. Paralelamente, a sociedade civil organizada deve pressionar os desenvolvedores desses jogos a modificar a configuração de obtenção de dinheiro, de forma que seja divertida, dinâmica e atue de forma convergente ao pensamento proposto por Aristóteles.