Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 09/11/2022

A série dramática “Round 6” é caracterizada por retratar de forma crítica o estado psicológico em que as pessoas ficam quando o dinheiro e o jogo estão relacionados. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pela obra sul coreana pode ser relacionada ao Brasil atual, visto que os jogos lucrativos causam ansiedade nas pessoas, e, a longo prazo, estresse coletivo. Assim, faz-se pertinente debater acerca dos problemas dos jogos para lucrar.

Primordialmente, é necessário salientar que jogar para receber dinheiro é um agente propulsor da ansiedade na população. Segundo o Instituto de Saúde Mental e do Comportamento (ISMC), cerca de cinco a cada sete pessoas que jogam em busca de renda financeira desenvolvem ansiedade. Isso acontece porque estão sob constante pressão para lucrar, e não mais se divertir, o que leva grande parte desses indivíduos a se preocuparem excessivamente, fator chave para a ansiedade. Dessa forma, urge que mudanças sejam feitas para a melhoria dos cidadãos.

Outrossim, uma sociedade movida pelo ‘play-to-earn’ em um grande período de tempo desenvolve estresse. De acordo com o Manual da Psicologia Cognitiva, os jogos estimulam o hipotálamo, uma parte cerebral, a produzir serotonina, hormônio responsável pelo humor. Em contrapartida, a ansiedade causada pelo uso contínuo dos jogos para lograr reduz a quantidade de serotonina no cérebro, o que resulta no estresse. Com base nisso, a situação de milhares de brasileiros é preocupante e, por conseguinte, inaceitável para a estância do bem comum.

Torna-se evidente, portanto, que o uso de jogos para lucrar é nocivo para a população e deve ser minimizado. Dessarte, cabe ao Estado restringir o sistema de jogos lucrativos. Isso pode ser feito com a criação de leis, para as grandes empresas de jogos, que intentam limitar a quantidade de renda que um jogo pode prestar, bem como a quantidade de tempo, a fim de atenuar a ansiedade e o estresse causados à população. Semelhantemente, o Ministério da Cultura, em conjunto com a Secretaria de Educação, deve desencorajar a prática de jogos que rendam dinheiro; montando palestras, para jovens e adolescentes, que visam orientar as consequências dessa prática, com o fito de evitar problemas futuros. Enfim, será possível a construção de um país mais saudável psicologicamente.