Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 11/11/2022

Conforme a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante no Brasil, o direito à educação de qualidade é previsto a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto isso não está sendo garantido, visto que há uma grande quantidade de pessoas investindo tempo e dinheiro nos jogos “play-to-earn”, o qual não é uma forma consistente de renda e gera prejuízos físicos e mentais aos jogadores. Dessa maneira é necessário intervir na causa dessa intempérie, que é a falta de uma educação, sobretudo financeira, adequada aos jovens no país.

Em paralelo a isso, é notável a carência educacional no Brasil. Sob essa ótica, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, afirma que a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Dessa maneira, para transformar a realidade, o setor educacional é o pilar fundamental, porém os jovens não têm acesso a um ensino adequado, principalmente no quesito financeiro, o que não é um aspecto abordado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) mas é muito importante para o desenvolvimento dos indivíduos. Sendo assim, tal fator leva a consequências nefastas no tecido socio-econômico.

Por conseguinte, destaca-se o desobramento dessa problemática na sociedade. Nessa perspectiva. segundo o filósofo francês Jean-Paul Sartre a violência, independemente da forma que se manifeste, é sempre uma derrota. Dessa maneira, os jovens, por não terem acesso a um conhecimento de finanças adequado, acabam investindo em jogos “play-to-earn”, os quais soam como uma forma divertida de lucrar, mas no final mostra-se extremamente desgastante e com uma rentabilidade líquida abaixo do esperado, o que faz com que os jogadores violentem seu próprio corpo em busca de dinheiro, levando a problemas como: tendinites, estresse, ansiedade, entre outros.

Portanto, devem ser adotadas medidas interventivas. Tendo isso em vista, o Ministério da Educação, órgão público destinado às politicas educacionais, pode reformular a BNCC, determinando a educação financeira como uma matéria obrigatória em todas as escolas, a fim de tornar os jovens mais conscientes na aplicação do dinheiro. Ademais, figuras públicas podem fazer publicações em redes sociais alertando dos riscos de jogar “games play-to-earn” a fim de lucrar.