Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir

Enviada em 19/04/2024

A Constituição Federal de 1988 assegura direitos básicos para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Entretanto, os problemas de trabalhar com jogos digitais e suas consequências, como: o prejuízo físico e mental, impossibilita que essa parcela da população desfrute desses direitos. Isso ocorre por falta de medidas públicas efetivas e pela ausência da consciência da população sobre a importância do problema.

Diante disso, segundo o G1 (canal de notícias brasileiro), os adolescentes estão cada vez mais envolvidos nesse tipo de trabalho, por ser uma formas mais fácil de ganhar dinheiro, pois jogam no conforto da sua casa. Nesse contexto, esse tipo de trabalho promove inúmeros malefícios para a saúde, pois podem despertar sentimentos de frustração, angústia e ansiedade, por não conseguirem bater as metas do jogo, tendo assim um grave desgaste mental e físico, visto que os movimentos repetitivos afetam negativamente as articulações, causando assim diversas dores, porém precisam desse dinheiro para se sustentar e manter o estilo de vida em que se encontram. Desta forma, os jogadores colocam em risco o seu bem - estar por conta do descontrole trabalhista.

Ademais, é incontestável ressaltar que o excesso de telas digitais afetam drasticamente o aprendizado, tendo assim dificuldade em ler, escrever e se concentrar em uma determinada atividade acadêmica. Desta forma, os jogadores devem ser alertados dos efeitos colaterais que esse tipo de trabalho causa. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke configura - se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre com a sua função de garantir os direitos básicos para todos os cidadãos.

Portando, medidas são necessárias para combater esse impasse, o Estado junto com o Ministério da Saúde deve solucionar esse problema, através de palestras virtuais com especialistas voluntários sobre a importância de conciliar esse tipo de trabalho com uma vida saudável e equilibrada, por meio de um projeto de Lei entregue à Câmara dos Deputados, a fim de conscientizar essa parcela da população. Deste modo, esses trabalhadores terão uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.