Play-to-earn: os problemas dos jogos para lucrar, e não mais se divertir
Enviada em 26/08/2024
No filme “Jóias brutas”, o protagonista interpretado por Adam Sandler enfrenta a própria falência financeira, acarretada pelo seu vício em apostas esportivas. Na conjuntura vigente, a realidade dos brasileiros é similar à da obra, especialmente diante do crescimento da divulgação de casas de apostas no país. Nesse viés, é imprescindível analisar não apenas a falta de fiscalização dos sites, mas também o silenciamento.
Primeiramente, é fulcral a administração responsável dos jogos no combate à problemática. Sob esta perspectiva, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, a população brasileira perdeu cerca de 24 bilhões de reais em apostas em 2023, uma vez que as plataformas não possuem um mecanismo de entrave para o usuário que obteve mais prejuízos do que benefícios enquanto jogava. Desse modo, o apostador não encontra alternativas para abdicar seu vício.
Ademais, a falta de debates acerca do assunto agrava o cenário discutido. Para a filósofa brasileira Djalma Ribeiro, é necessário tirar uma pauta da invisibilidade e atuar sobre ela para que haja transformações. Nesse sentido, no que tange a reincidência de gastos com apostas esportivas, é indubitável que percorre na presente época um silenciamento sobre o tema, visto que as divulgações dos jogos são normalizadas nas redes sociais e influenciam cada vez mais pessoas a investi- rem até mesmo o dinheiro de necessidades básicas em plataformas onde o retor- no é incerto.
Depreende-se, portanto, que é fundamental tomar medidas para inverter esse quadro. Em suma, cabe ao Ministério dos Esportes punir as casas de apostas por meio da fiscalização de suas ações e divulgações que influenciam o vício, com o objetivo de evitar o acesso dos usuários. Além disso, é crucial a criação e propaga- ção de anúncios sobre os perigos dos jogos lucrativos, que devem ser transmitidos na Tv em horários nobres, visando informar a população sobre os problemas envolvidos com as apostas.