Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Na obra literária O cortiço de Aluísio de Azevedo, a elucidação de uma sociedade fragmentada e afetada pela questão da pobreza já era abordado de maneira crucial.Fora da obra observa-se que a problemática ainda é evidente na sociedade brasileira.Portanto,entender e efetivar uma medida para essa temática depende da atuação conjunta entre Estado,sociedade e a educação.
Em primeiro plano, a formação histórica,social,política e cultural do Brasil se pautou em um modelo de sociedade desigual,sendo um dos pilares para essa assimetria a escravidão física e social dos negros,que somente no final do século 19 teve fim,deixando cicatrizes até os dias hodiernos,como a favelização das cidades e a exclusão social em várias capitais brasileiras atualmente.Nesse contexto, as elites dirigentes também se afastaram da função assistencialista e específica em tratar dos pobres e como reverter todo esse processo histórico-social de vulnerabilidade.Ademais, a fragilidade com que é retratada a pobreza no país por meios governamentais e midiáticos e a possível erradicação do problema torna-se apenas uma meta que nunca vai ser superada.Outrossim, a corrupção política leva grandes somas de recursos que poderiam ser escalonados em setores como o de moradia e educação,pois, a partir do desenvolvimento destas áreas ,muitos países subdesenvolvidos e periféricos deixaram esta condição desumana e degradante,entre eles a Coreia do Sul.
Consequentemente,nesse aspecto enfatizado a população tupiniquim se torna refém de altos índices de violência,carência de saneamento básico e sistema de saúde e educação falhos.De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística(IBGE),os 1 por cento mais ricos recebem 36 vezes a mais do que a metade mais pobre em 2017.Segundo Riccardo Bacchelli :“a miséria também é uma herança”.Nesse sentido, a herança que o filósofo propõe se relaciona ao que se configurou no país.
Dessa forma,é iminente que o Estado brasileiro,juntamente com os Ministérios de cada área estratégica tomem medidas de cunho inclusivo e democrático,com a efetuação de políticas públicas a longo prazo,a exemplo de formas assistencialistas que corroborem com a distribuição justa da renda nacional e a supressão do ciclo de pobreza analisado na obra de Aluísio de Azevedo e a ruptura da construção desigual do Brasil.Feito isso, a pobreza no território brasileiro acabará e em fim o poder público ajustará a sua dívida histórica com a massa empobrecida socialmente.