Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito de construir uma sociedade justa e igualitária. A princípio no Brasil, em função de seu passado historio da colonização, desenvolvimento tardio e dependência econômica possuem uma grande quantidade de pessoas pobres. Contudo, percebe-se a construção de um grande problema, possuindo contornos específicos que tem como alicerce o crescimento da crise econômica que corroboram para o crescimento da desigualdade tributaria, como também, o crescimento da pobreza marginalizada. Sob esse aspecto, convém analisar as causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido claramente na crise que atingiu diversos setores, aumentando o índice de desemprego. Segundo o filosofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Entretanto, precisa interferir nas relações socais que afeta esses indivíduos. Segundo o economista Marcelo Neri, sobre essas pessoas a inflação, decorrente da crise, chega ser pior, pois elas comprometem boa parte da renda.
Faz-se mister, ainda, salientar as dificuldades a desigualdade tributaria e necessidades financeiras como impulsionador do problema. De acordo com Zygmount Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é caracterizada da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Nesse sentido, pessoas independentes da renda, pagam os mesmos tributos, e ainda, tem acréscimo da inflação. Porém os pesos das contas são diferentes. Isso porque no Brasil, não há uma reforma tributária que visam ás condições dos menos favorecidos. Diante dessa lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um futuro melhor. Dessa maneira, percebe-se quão é importante uma reforma tributária como forma de diminuição da desigualdade. Logo, o Legislativo deve criar uma reforma que defina que as pessoas com altas rendas devem pagar tributos maiores que a pessoas com rendas baixas, a fim de que seja mais justa a distribuição dos impostos, através de um sistema financeiro eficiente. Assim, poderemos evitar esse conflito de cunho social e otimizar os problemas causados pela desigualdade e, finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel.