Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 10/09/2019
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por aquilo que se concebeu por explosão demográfica, quando a população mundial começou a aumentar de maneira vertiginosa. Essa taxa de crescimento manteve-se ativa principalmente nos países subdesenvolvidos, em que a população passou a contar, gradativamente, com melhorias sanitárias que possibilitaram a elevação da expectativa de vida.
Nessa perspectiva, Thomas Malthus, em sua obra Ensaio Geral sobre a população, argumentava que a relação entre a quantidade de habitantes no mundo era desproporcional à quantidade de alimentos e recursos naturais disponíveis, de modo que o crescimento populacional seria muito mais intenso que o crescimento produtivo, principalmente em países considerados subdesenvolvidos ou periféricos. A situação de pobreza no Brasil é extremamente complexa e envolve uma série de fatores. Entretanto, é possível apontar algumas causas que auxiliam no entendimento desse cenário.
Com um histórico de colonização escravagista, o Brasil sempre teve uma parcela muito grande da sua população em situação de pobreza. O próprio fim da escravidão, sem a devida compensação e cuidado com os escravos libertos, fez com que essas pessoas se inserissem em um contexto de extrema pobreza. Esse processo, aliado ao êxodo rural para cidades sem estrutura, fez com que a população pobre se ampliasse consideravelmente, principalmente durante o século XX. Já nos anos 1990, com uma certa estabilidade econômica, o poder aquisitivo passou a aumentar gradativamente, mas não o suficiente para diminuir o abismo da desigualdade social presente no país.
A falta de gestão pública voltada para diminuir a desigualdade no Brasil é pouco desempenhada, uma vez que o número de pessoas com acesso a moradia, saneamento básico e educação vêm sendo bem precário de acordo com o IBGE. Outro ponto importante é sobre o país ser um dos maiores exportadores de alimentos e ao mesmo tempo ser um dos países com o maior número de pessoas em situação de fome. Torna-se evidente, portanto, que o problema apresenta entraves que necessitam ser revertidos. Para isso, cabe ao Governo Federal em parceria dos estados e municípios, Mídia e ONGs criar planos e metas sobre a questão.
Logo, é necessário que o governo em prol dos municípios possa introduzir melhores sistemas de inclusões para a população, para atender comunidades mais carentes e conferir atendimentos essenciais como o saneamento básico, saúde e educação. Tal meio poderia ser feito com mais investimentos e melhores oportunidades. Com essas medidas, talvez a redução da pobreza possa enfim, ser realidade nacional.