Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 23/09/2019

A “Grande Depressão”, conhecida popularmente como “Crise de 1929”, foi uma pujante acédia econômica iniciada em 24 de Outubro de 1929 persistindo até o ano seguinte, encerrando-se apenas com o prelúdio da Segunda Guerra Mundial. Considerado o pior período de recessão econômica do sistema capitalista do século vinte, este ciclo causou; altas taxas de desemprego, a queda drástica do Produto Interno Bruto (PIB) de diversos países, bem como o declínio exacerbado na produção industrial, preços de ações e, em praticamente, todo o medidor de atividade econômica. Congênere, o Brasil, por apresentar uma sociedade destoante no que tange à condição sócio-econômica assemelha-se ao contexto acima apresentado.

Em primeiro lugar, é válido salientar que, o Brasil, devido à colonização escravista, inferiu parte da população em tal situação precária, fomentando assim, ao sodalício contemporâneo. Logo, observa-se aliado ao escravismo, o Êxodo Rural, como fator para o encetamento da pobreza, visto que, os indivíduos sofridos pela escassez de recursos para sua subsistência, viam-se obrigados à migrar para a cidade em busca de emprego. Dessa forma, sem estabilidade financeira e infraestrutura adequada para todos os cidadãos, é apresentada uma discrepância social no Processo de Urbanização, uma vez que, não havia ensejo para a maioria dos habitantes.

Ademais, em relação ao desenvolvimento tardio e a dependência econômica, é notório que, a pobreza centraliza-se em países subdesenvolvidos. O IBGE afirma que, em 2017, mais de 50 milhões de brasileiros vivem na baixa sociedade, o que é o equivalente a mais de 25% da população inteira do país, segundo pesquisa da Síntese de Indicadores Sociais (SIS). Assim, o atual cenário abrange estorvos advindos de tal panorama assimétrico como; fome, doenças epidêmicas, desemprego, carência de saneamento básico, emigração, violência, discriminação e baixa estimativa de vida. Por conseguinte, é necessário a atuação de Órgãos Superiores, como o Poder Aquisitivo, para sanar tal problema.

Depreende-se, portanto, dos fatos supracitados que, faz-se necessário a atuação da Constituição Federal junto ao Poder Aquisitivo, por meio de uma legislação eficaz referente ao empecimento, onde seria implementado programas de educação financeira objetivando o crescimento econômico e, detalhando o foco em políticas sociais e a uma dinâmica virtuosa no mercado de trabalho, a fim de preestabelecer um senso crítico da sociedade perante à atual conjuntura vivida pelos brasileiros. Outrossim, o expandimento do Bolsa Família aumentaria os recursos disponibilizados aos vulneráveis. Desse modo, iríamos em encontro a uma sociedade igualitária, crítica e pensante a cerca do exposto.