Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 15/05/2020
O livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, retrata o cotidiano da família de Fabiano, que vive partes de um processo sistemático de exploração e humilhação, causados pela seca e pela pobreza. Fora da ficção, a pobreza ainda está em evidência no Brasil, revelando a infeliz identidade das famílias que vivem o descaso social e a exploração humana no país.
Em primeiro plano, segundo o filósofo Rousseau: “O ser humano nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”. Tal afirmação permanece coerente à contemporaneidade, visto que vivemos em um país marcado por desigualdades estruturais, no qual os acessos à água, à moradia, ao trabalho formal e ao saneamento são restritos a determinados grupos, enquanto os menos favorecidos são submetidos a um descaso social e governamental.
Em segundo plano, de acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, desde o segundo trimestre de 2015 até 2017, a população vivendo na pobreza no país expandiu 33%. Diante disso, podemos observar que o aumento da pobreza no Brasil é um fator desencadeado pelo crescente desemprego, haja vista que até este tempo existe exploração humana no trabalho, marcado pela anulação da dignidade e pela privação da liberdade dos trabalhadores.
Dado o exposto, faz-se necessária a intervenção do Governo Federal com a implementação de visitas de assistentes sociais em zonas periféricas para averiguarem e garantirem o acesso à alimentação e ao saneamento básico dos moradores. Além disso, é vital que o Ministério do Trabalho crie campanhas midiáticas que incentivem as denúncias contra a exploração trabalhista. Assim, o cotidiano das famílias brasileiras será discrepante do cotidiano da família de Fabiano, evidenciado no livro Vidas Secas.