Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 13/08/2020
O Contrato Social, do contratualista John Rawls, é relatado que o Estado deve garantir os direitos básicos dos cidadãos, como o lazer e o bem-estar. Embora, não seja bem assim, pelo aumento da pobreza os direitos dos indivíduos como o lazer se tornam cada vez mais escassos. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a desigualdade de concentração de recursos, mas também a necessidade de providências do Estado.
Em primeiro lugar, a acumulação de recursos em uma pequena quantidade da população deixa o cidadão rico ainda mais confortável. Prova disso, é a concentração fundiária no Brasil que se concentra em menos de 1% da população, e que os níveis de desigualdade financeira continuam aumentando, segundo dados da OXFAM Brasil. Desse modo, existe uma dificuldade da população pobre conseguir mudar sua condição financeira, e sua mobilidade social entre classes tem tendências a cair.
Ademais, a desigualdade em países subdesenvolvidos é notável, em que não existe um planejamento de recursos por parte do Estado. Com isso, a tese desenvolvida por Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro, sobre “Cidadania de Papel”, ou seja, embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atem, de forma geral, ao plano teórico. Dessa maneira, o Estado não consegue conceder plenamente seus deveres, e a população mais pobre tem um difícil acesso aos benefícios da saúde e educação.
Portanto, medidas são necessárias para mudar essa situação. Urge que o Ministério da Economia destine verbas para a eclosão de projetos contra miséria e novas casas no “Bolsa Família”, para integrar a população pobre aos seus direitos na sociedade, como forma de diminuir a desigualdade no Brasil. Além disso, a mídia deve incentivar na doação de alimentos aos cidadãos de rua e sem condições financeiras, a fim de criar uma sociedade que visa ao bem-estar comum. Assim, as leis não ficaram apenas como um planejamento teórico, como relatou Gilberto Dimenstein.